The Fall (TV Série) – Resenha

E chegou ao fim a série The Fall, onde a detetive Stella Gibson investiga Paul Spector, um serial killer perverso, com fetiches sado-bondage, que persegue mulheres com um certo perfil. Um série lenta, que levou o tempo para chegar onde queria, bem do jeitinho que eu gosto.

Gillian Anderson como Stella Gibson esta simplesmente sensacional: arrisco dizer que é um dos personagens femininos mais fortes destes últimos tempos. Profissional, certeira, humana, o rosto dela em diversos momentos é pura poesia. Jamie Dornan como o perverso Paul Spector também dá um show de interpretação: em momentos a gente quase esquece que ele é um doente narcisista que não consegue sentir nada por ninguém, salvo talvez pela sua filhinha.

The Fall

O final da série foi bombástico e surpreendente, confesso que eu não imaginei aquele final, mas entendo de onde veio a motivação. O que me deixou triste é saber que não teremos mais Stella, já que a série terminou com um ponto final.

Série aparte, uma coisa que me moveu a escrever aqui foi a reação que tenho visto nas redes sociais e mesmo no IMDB em relação a personagem Stella Gibson:

[su_spoiler title=”Spoiler”]Depois que Spector espancou Stella, centenas de pessoas foram ao Twitter da atriz Gillian Anderson dizer que ela mereceu a sova que tinha levado pois ela era muito insolente. Inacreditável!!! Estamos falando de um serial killer que mata mulheres com requintes de crueldade, mas uma parte do público acredita que Stella mereceu levar socos no rosto porque estava fazendo bem o seu trabalho.[/su_spoiler]

Outra coisa chocante são as pessoas no IMDB que chamam Stella de vagabunda porque ela decide com quem ir para a cama e para quem dizer não. Como assim gente, estamos em 2016, uma mulher pode ser uma excelente profissional e ter uma vida sexual saudável também.

The Fall

É por essas e outras que vejo como uma personagem fictícia como Stella Gibson ainda esta longe de ser o normal, tanto nas telas quanto na vida real, enquanto um Don Draper (de Mad Men) passa sem trazer crítica ao seu comportamento sexual.

Enfim, vamos torcer para que no futuro Stella Gibson volte em outro caso, pois precisamos de séries deste calibre e de mulheres donas de seu destino.

The Tunnel Sabotage (TV 2013- )

Recentemente assisti a 2ª temporada da série The Tunnel Sabotage. A trama se desenrola nas áreas de Folkestone (UK) e Calais (França), as duas cidades que estão ligadas pelo Eurotunel, onde os detetives Karl Roebuck (Stephen Dillane, que você deve reconhecer, já que ele é Stannis Baratheon em GoT) and Elise Wassermann (Clémence Poésy) são chamados para investigar a morte de um político francês. Quando uma descoberta chocante é feita na cena do crime, a dupla é unida em busca de um serial killer que parece motivado por questões políticas.

The Tunnel Sabotage

The Tunnel Sabotage foi inspirado na série sueca/dinamarquesa The Bridge (Bron/Broen no original), que gerou até mesmo uma versão americana. Eu assisti alguns episódios desta versão, com os atores Demián Bichir (que eu gosto muito) e Diane Kruger, mas infelizmente não me cativou e parei no meio da 1ª temporada.

Pois isso não aconteceu aqui, não me desapontei e assisti até o fim. The Tunnel Sabotage é aquele tipo de série que constrói o quebra cabeça aos poucos, um slow burner. Eu gosto deste tipo de programa, dá para criar envolvimento com os personagens, entender melhor as motivações, as nuances, etc. Não é a toa que eu sou fã da série The Wire, outro famoso slow burner onde as coisas caminhavam devagar. Se você não assistiu The Wire e gosta de séries envolventes, super recomendo.

Enfim, toda vez que eu acho uma série que parece focada no personagem, já estou 50% convencida a continuar assistindo. Vale a pena frisar que The Tunnel Sabotage não é The Wire, mas nem por isso deixa de ser bom. A trama é interessante e envolvente, os atores estão excelentes (pelo menos os principais) e estão em harmonia.

Dizem que a série original é com certeza a melhor das 3, e realmente deve ser, já que inspirou outras duas, mas sinceramente não tenho vontade de investir tempo e começar a assistir uma versão onde eu basicamente sei o que vai acontecer. Séries deste tipo tem como a parte mais “polpuda” o mistério e a tensão, e quando sabemos quais as surpresas e onde os ossos estão enterrados, só sobram as atuações, como foi tudo costurado, etc, mas mesmo assim, acho que vou passar. The Tunnel Sabotage é uma boa série e recomendo.

Barely Famous (TV 2015- )

O show Barely Famous (Quase Famosas) vai voltar com a 2ª temporada dia 29 de Junho no canal VH1. Yay! 💞 Estou contente porque é um programinha engraçado que eu gosto de assistir quando estou num humor mais descontraído.

Barely Famous

O programa é sobre as irmãs Foster, Sara e Erin, filhas do reputado compositor David Foster, que é padrasto de Brody e Brady Jenner (aqueles filhos de Cait Jenner, que são também half-brothers de Kylie e Kendall Jenner) de um casamento, e de Gigi e Bella Hadid de outro. Ou seja, esta todo mundo super bem conectado.

Barely Famous é uma paródia sobre os shows de realities, onde as irmãs fazem graça da vida das sub-celebridades, no caso elas mesmas, assim como da loucura que é viver em Los Angeles: o ego, a fama, os outros famosos, a moda, as cirurgias plásticas e aquelas pessoas que são “celebridades”, mas não sabemos muito bem o motivo (famous for being famous).

Algumas pessoas não entenderam que o show é paródia e ouvi gente criticando “saco, mais uma reality show”, o que não é o caso. Inspirado em programas como The Larry Sanders Show, Barely Famous tem a cara de Hollywood e rendeu algumas boas risadas de momentos absurdos, mas nem por isso menos realistas, alguns inclusive muito similares a situações que já presenciei.

Recomendo para quem curte comédia leve e descomprometida. Você não vai aprender nada, nem vai fazer sucesso na roda de amigos quando dizer que esta assistindo Barely Famous, mas vai dar algumas risadas das coisas bisonhas que só a pseudo fama consegue fazer com as pessoas.

UnREAL (TV 2015- )

A série UnREAL voltou com tudo e hoje tem o 2º episódio, que olha, promete! UnREAL é um show sobre o “por trás das câmeras” de um programa de realidade, tipo Bachelor. A primeira temporada foi ótima no conjunto da obra, com personagens femininos fortes e totalmente fora da caixa.

UnREAL

A trama de UnREAL gira em torno de Rachel Goldberg, uma jovem produtora cujo único trabalho é manipular os relacionamentos entre as competidoras do reality para conseguir o máximo de drama na frente das câmeras, ou seja, tudo aquilo que um programa deste tipo requer. E temos a produtora executiva do programa, Quinn King, uma mulher que não tem papas na língua e que não vai permitir que nada a impeça de fazer um show de sucesso. Claro que o que presenciamos é o como se faz uma salsicha, quero dizer, um show de realidade, onde as palavras de ordem são choque e drama = ratings.

Na 2ª temporada Rachel volta com mais poder e mais pressão, ao lado de Quinn, que mais uma vez, esta disposta a tudo e declara guerra (War, o título do primeiro episódio) para fazer o show que deseja fazer. Um bom twist foi colocar o bachelor da temporada como um jovem atleta de sucesso negro. Imagine isso.

O que mais falar da série? É boa, as duas atrizes principais, Shiri Appleby como Rachel e Constance Zimmer como Quinn, além de terem uma excelente química, dão um baile de interpretação. É muito interessante ver personagens femininas que não são mocinhas, mas também não são más só por serem más. Segundo uma das criadoras do show, Sarah Gertrude Shapiro, uma das idéias da série UnREAL é “explorar a fantasia de como é quando as mulheres tentam viver como homens”.

O que mais dizer sobre UnREAL? Money. Dick. Power.

Bloodline – 2ª Temporada

Uma das minhas séries favoritas do Netflix é Bloodline, e estou bem feliz que a 2ª temporada começe hoje. Para quem não assistiu a 1ª temporada, não vou falar muita coisa para não dar spoiler: ambientada na Florida Keys (grande conjunto de ilhas na ponta sul da Flórida), a trama gira em torno de uma família unida com 4 irmãos e cujos segredos e cicatrizes profundas são revelados quando o irmão mais velho, o “ovelha negra”, retorna a casa.

Bloodline

A série é sensacional, como já escrevi anteriormente, e tenho certeza de que a 2ª temporada não vai desapontar, ainda mais com a adição de novos atores, como por exemplo John Leguizamo, que vão “engrossar o molho” e a volta do sensacional Ben Mendelsohn.

Se você deseja ver Ben Mendelsohn dando um banho de interpretação no papel de Danny Rayburn, se gosta de suspense e uma vibe noir num local totalmente ensolarado, eu super recomendo Bloodline.

Para mais info, IMDB.

Cosmos

A cada novo capítulo de Cosmos, fico impressionada ao aprender coisas que não sabia ou simplesmente tinha esquecido. No último episódio, a história de Issac Newton e Edmund Halley me comoveu: como um homem, neste caso Halley, batalhou tanto para trazer o conhecimento do amigo a tona, além da sua inteligência fenomenal.

Cosmos

Foi na minha opinião o melhor episódio até o momento e a história dos personagens, assim como a grandeza de seus estudos, me tocou profundamente.

Borgen

Tirando a nova série Cosmos, nada esta chamando minha atenção nesta temporada, então retomei Borgen que esta na a 3ª temporada e, apesar de não estar tão bom como a 1ª e 2ª, esta ok.

Eu gosto muito dos personagens, o que ajuda. A série é sobre uma mulher que se torna primeira ministra da Dinamarca e o que isso acarreta a sua vida política e pessoal. Sidse Babett Knudsen como Birgitte Nyborg é sensacional, e todo o elenco é show de bola.

Borgen

Para mais info sobre a série Borgen, visite o wiki.