Novas séries 2017

Comecei a assistir Snowfall, uma série que retrata o início da epidemia de crack em Los Angeles no início da década de 1980. A trilha sonora é excelente e até o momento estou gostando. O último episódio desta temporada vai ser nesta quarta, dia 6, e parece que teremos uma 2ª temporada. Tomara que continue boa.

Snowfall Poster

Outra série que estou gostando bastante, apesar de estar bem no início é Mr. Mercedes, baseada no livro de mesmo nome de Stephen King. A trama gira em torno de um assassino psicopata que dirige um Mercedes roubado para cima de uma multidão e um detetive recém-aposentado que tenta achá-lo. Brendan Gleeson como o detetive Bill Hodges esta muito bom, e Harry Treadaway como Brady Hartsfield idem. Por enquanto eu recomendo para quem gosta do gênero thriller.

Mr. Mercedes Poster

Também comecei a assistir a série canadense Bellevue, com Anna Paquin no papel de Annie Ryder, uma policial cuja personalidade intensa sempre esteve em desacordo com sua cidade natal. Quando um adolescente transgênero desaparece, Annie mergulha de cabeça na investigação, o que a afasta de sua família, e também a faz ser confrontada por uma pessoa misteriosa de seu passado que traz respostas perturbadoras.

Bellevue Poster

Eu gosto deste estilo de série, mas não sei se vou continuar com Bellevue porque o personagem de Anna Paquin não esta me convencendo. Em vários momentos, pelo menos até agora, ela me lembra demais Sookie Stackhouse de True Blood, e a semelhança na atuação chega a me distrair. Pode ser impressão minha, ou porque eu gostei muito da atuação dela em True Blood, não sei, mas não estou conseguindo ver uma diferença entre os dois personagens. Talvez eu assista mais um episódio antes de desistir, vamos ver.

Ozark e Gypsy

Como já falei antes por aqui, gostei muito da série Ozark. Gostei da idéia central, dos personagens e das atuações. A trama é 100% noir e os personagens são multifacetados, o que eu adoro e quase sempre reclamo faltar em certas séries ou filmes.

Uma atuação que achei sensacional foi a de Julia Garner, que faz o papel de Ruth Langmore. Intensa e real, a gente não sabe bem o que se passa com ela, mas sabe que a cabeça dela esta sempre funcionando a 1.000 por hora.

Ozark Poster

Ozark não é perfeita, e uma das falhas na minha opinião é que Martin ‘Marty’ Byrde sempre arruma uma escapatória para as presepadas que acontecem ao seu redor. É sempre de raspão, e estamos sempre torcendo por ele, mesmo assim seria mais plausível se de vez em quando as coisas não funcionassem. Outra coisa que eu não gosto é a cor azulada que permanece durante todos episódios. Caramba, que coisa mais chata. Eu sei que o criador quer que o tom frio adicione a atmosfera da série, mas nesta ela é demais. Aliás, essa paixão de Hollywood com o matiz azul e laranja já deu o que tinha que dar, pelo amor dos meus filhinhos!

Enfim, eu adorei a série e estou feliz que foi renovada. Espero que a 2ª temporada continue com o mesmo fôlego desta 1ª e não despenque morro abaixo como outra série que tinha um super potencial, Bloodline.

Fiz a besteira de começar a assistir Gypsy, com Naomi Watts no papel de uma terapeuta que se envolve na vida dos seus pacientes. A idéia parecia boa e aviso de depois do 1º episódio a gente quer continuar a ver o que vai acontecer, mas infelizmente não é porque a série consegue te prender que ela seja boa.

Naomi esta ótima no papel da terapeuta, mas aos poucos a gente vai desgostando da personagem por não saber exatamente o que a motiva a fazer as coisas que ela faz. Ela quer ajudar os pacientes? Ela quer saber o outro lado da história? Ela vive uma vida muito chatinha e quer experimentar aventuras? Ela quer apenas manipular tudo e todos ao seu redor? São todas essas opções acima e mais alguma que eu não citei? Provavelmente…

Gypsy

Outra coisa que eu não gostei foi da vibe sexy-50-tons-de-cinza. Algumas cenas me pareceram brega demais e pouco naturais. Na página da série descobri que uma das produtoras é Sam Taylor-Johnson, que dirigiu 50 Tons de Cinza, então pode ser daí que a energia meio sexy-brega veio. Ou é mera coincidência, quem sabe…

O que aconteceu é que aos poucos fui perdendo a paciência com a trama e com as trapalhadas dela e só não parei de assistir porque já tinha investido muito tempo e queria ver o final. Gypsy não foi renovada e eu não indico, a não ser que você comece não esperando muita coisa. Ou caso tenha gostado bastante de 50 Tons de Cinza.

The Walking Dead – 7ª Temporada

Depois de uma longa pausa, finalmente estou em dia com The Walking Dead. E o que dizer desta última temporada? Bom, primeiro que não perdi nada neste longo break, pois o plot continua igual: tudo esta bem, daí algo ruim acontece, todos perdem a esperança, uns morrem, outros sobrevivem, a esperança volta e os caras ruins são derrotados. Rinse & repeat. Que fique claro, isso não é uma crítica ao TWD, porque eu assistia sim pelos personagens e para ver como eles lidam com as situações diversas que aparecem no caminho e esse plot vem com o território.

Apesar de não curtir o que fizeram no final da temporada 6, coloquei isso de lado e cheguei a achar que o aparecimento de Negan seria bom, uma quebrada na rotina do grupo com um adversário a altura, mas ai, como eu estava enganada…

O ator que esta fazendo o papel de Negan é ótimo e eu consigo imaginar como seria melhor ainda se ele tivesse material a altura da sua capacidade de interpretação, mas o personagem em si é horrível. E não porque ele é o vilão: os vilões são mais interessantes do que os heróis, e quando bem escritos conseguem até levar a gente para o lado deles.

The Walking Dead - 7ª Temporada

Negan é terrível de uma maneira não real, cartoony. Primeiro que o cara deve morrer de dor nas costas de tanto se inclinar para trás e. falar. tudo. com. uma. pausa. para. dar. mais. efeito. LOL. É um tanto irritante se você esta assistindo com o som original. Segundo o cara vive falando que “olha, não somos caras maus quando você nos conhece melhor“, mas ainda não vi nada que provasse o contrário, e reza a lenda tanto na literatura quanto na TV que “mostrar, não falar” vale mais do que um personagem ficar repetindo que ele é assim ou assado infinitamente. Terceiro, o cara é um papudo, um chato. Quem tolera ele fazendo aqueles discursos super longos? Negan é bom quando faz piadas curtas. Passou disso, dá vontade de colocar no mute. E ainda me fez rir quando ele disse que não tolera estupradores, mas não tem problema nenhum em colocar uma situação entre a vida e a morte de uma pessoa querida onde a mulher obviamente vai escolher virar “esposa” para salvar o parente/marido. É aquele tipo de acordo em que só um lado tem a ganhar, basicamente, fazendo dele um hipócrita.

Na minha opinião vilão bom é aquele que não é um monstro, mas sim humano como todos nós. Apesar de existir pessoas terríveis no mundo, ninguém é só ruim ou só bom. Nós humanos vivemos entre esses dois pólos. Até mesmo serial killers mostram outro lado da sua personalidade, uns são extremamente simpáticos e charmosos e conseguem enganar todos ao seu redor, outros são pais de família, etc. Negan seria mais interessante se ele mostrasse outras facetas ao invés de ser apenas a rasa fantasia adolescente de como um homem alpha maldoso deve ser e agir.

E na boa, quem em sã consciência teria coragem de se juntar a um sujeito assim? Estar no mesmo grupo deste cara seria como andar ao lado de uma bomba relógio.

The Walking Dead - 7ª Temporada

Deixando Negan de lado, que esta bem protegido pela sua armadura de script e com certeza não vai morrer de morte bem morrida tão cedo, ver personagens queridos fazendo bobagem repetidamente é outro grande balde de água fria. Quantas vezes já vimos pessoas deste grupo tomando decisões que colocam em risco todo mundo? Pois é… já perdi as contas. Rick e Carol parecem ser os únicos que pensam um pouco nas consequências das ações que tomam, e mesmo eles fazem coisas que me deixam de boca aberta. Uns dizem que é compreensível que personagens em situações de risco façam bobabem, mas isso é pura preguiça de escritor que decide pegar o caminho mais fácil para criar drama. Esses personagens passaram por tanta coisa que é intolerável ve-los tomando atitudes imbecis.

Isso dos personagens fazerem coisas que nenhum ser humano com 2 neuronios fariam é um dos motivos que me levou a parar de assistir TWD. O outro motivo são os truques baratos destes mesmos escritores que parecem estar zombando da cara da gente.

A ver que a 7ª temporada teve uma audiência muito baixa se comparada as outras eu vejo que não sou a única a esta cansada dos truques baratos de escritores sacanas, crueldade excessiva e script repleto de enchimento. E bota episódio de enchimento nisso…

É ruim ver uma série que eu simplesmente adorava decair deste jeito, e TWD sempre foi um tipo de fuga: pensar no que eu faria se estivesse naquele grupo, como eu agiria e tal. Espero que a 8ª temporada seja melhor e consigo recuperar um pouco da sua glória, mas mesmo assim não vou apostar que isso vá acontecer já que existem milhares de pessoas que estão contentes e até gostam da série estar se tornado gore porn.

Cinema ou TV?

Em 2013 eu li Difficult Men: Behind the Scenes of a Creative Revolution: From The Sopranos and The Wire to Mad Men and Breaking Bad, um livro que revela como alguns shows de TV ajudaram a televisão a cabo a emergir como forma de arte no século XXI.

O livro é muito bom e, entre outras coisas, explica como o domínio do cinema é do diretor, enquanto na TV quem tende a comandar é o escritor. Pense nos seriados The Wire, The Sopranos, Mad Men e The Shield, na qualidade do script e em como esses shows pavimentaram o caminho para shows mais recentes com qualidade 10: True Detective, Westworld, House of Cards, Stranger Things só para citar os que me vieram a mente neste minuto.

Enquanto vemos mais e mais seriados excelentes no Netflix, Hulu e HBO, Showtime, o que esta acontecendo no cinema? Os grandes diretores com orçamento pré-aprovado continuam produzindo excelentes filmes, mas de maneira geral estamos sendo assolados por filmes a) de péssima qualidade criativa ou b) de super heróis.

Sim, eu assisti Wonder Woman e gostei muito, mas só de olhar os summer blockbuster e não ver nada que me dê vontade de ir o cinema é uma tristeza. Sou uma criatura do cinema, durante toda minha vida me acostumei a ir pelo menos 1 vez por semana e agora não ter vontade nem curiosidade em checar um novo filme é muito, muito triste.

Assisti vários filmes nestes últimos meses que me deixaram sem reação: Sully (meh), Deepwater Horizon (meh), A Cure for Wellness (tanto potencial, bela fotografia, mas script que derrapou do meio para o fim e não se recuperou), The Mummy (muito ruim), Life (ruim prá xuxu), Ghost in the Shell (bonito e só), The Accountant (péssimo), The Girl on the Train (péssimo), Assassin’s Creed (meh) e a lista goes on and on de filmes que vão de passáveis a péssimos, filmes com gente de calibre, tanto na direção quanto nos papéis principais e fico me perguntando o que foi que deu errado para produzirem um filme de qualidade tão questionável.

Sim, eu sei que o mercado cinematográfico visa o lucro puro e simples. Cinema é investimento: te dou U$100 milhões para fazer um filme, quero que ele retorne pelo menos U$400 milhões. Conseguir investimento para alguma coisa fora do normal, só se você fizer parte do grupo seleto de diretores com crédito pré-aprovado (aqueles de renome que ninguém ousa contradizer porque os caras já provaram que sabem o que estão fazendo). Maesmo assim, ver filmes que tem tudo para dar certo e mesmo assim, acabam sendo uma pilha de lixo, putz, é bizarro.

Claro que ainda aparece um ou outro filme que surpreende positivamente: Get Out (muito bom e engraçado), Arrival (uma bela surpresa), Elle (sensacional, um dos melhores filmes que vi nestes últimos tempos) e Personal Shopper (atmosférico, diferente, me fez pensar bastante) são os que lembro de imediato.

Felizmente cada vez mais temos qualidade nas séries de TV, que podem ser desenvolvidas por vários episódios dando profundidade aos personagem, além da liberdade criativa -pelo menos nas plataformas que citei- de produzir algo que sai do caminho batido que conhecemos.

Enfim, espero que a qualidade dos filmes consiga se recuperar, mesmo que eu seja testemunha do declínio que já vem acontecendo a alguns anos. Pelo menos posso dizer que estou feliz com a qualidade das séries de TV que estão sendo produzidas a cada ano que passa.

American Gods (2017- )

Apesar de não estar acompanhando séries e filmes tanto quanto antes, pelo menos assisti a 2 ótimos TV shows este ano. O primeiro foi American Gods, cuja 1ª temporada já acabou e que foi uma agradável surpresa.

O plot, adaptado do livro de mesmo nome de Neil Gaiman (sim o mesmo que escreveu meu comic favorito de todos os tempos, Sandman) gira em torno de Shadow Moon, um homem que esta prestes a sair da prisão e retomar sua vida com sua esposa.

American Gods

O problema é que ela morreu em um terrível acidente e na viagem de Shadow para o funeral ele inicia uma conversar com o estranho homem no assento ao lado dele.Este homem se chama Mr. Wednesday e ele sabe mais sobre o Shadow do que parece. Ele avisa que uma tempestade está chegando e a partir daí as coisas começam a acontecer.

American Gods

Eu não li o livro, então não posso opinar sobre o quanto a adaptação esta seguindo, mas o show como stand-alone, ah, gostei bastante. É interessante, curioso, tem suspense e humor na dose certa. A trilha sonora é ótima e os personagens são interessantes até mesmo quando não simpatizamos muito com eles.

O que pode deixar algumas pessoas um pouco chocadas é a abundância de violência e sexo presentes na trama, apesar de dentro do contexto e que na minha opinião foram feitas artisticamente, logo se você não se ofende e curte séries que misturam fantasia e mitologia, eu super recomendo. A 1ª temporada já acabou, então agora é esperar até 2018 pela 2ª, que promete.

The Fall (TV Série) – Resenha

E chegou ao fim a série The Fall, onde a detetive Stella Gibson investiga Paul Spector, um serial killer perverso, com fetiches sado-bondage, que persegue mulheres com um certo perfil. Um série lenta, que levou o tempo para chegar onde queria, bem do jeitinho que eu gosto.

Gillian Anderson como Stella Gibson esta simplesmente sensacional: arrisco dizer que é um dos personagens femininos mais fortes destes últimos tempos. Profissional, certeira, humana, o rosto dela em diversos momentos é pura poesia. Jamie Dornan como o perverso Paul Spector também dá um show de interpretação: em momentos a gente quase esquece que ele é um doente narcisista que não consegue sentir nada por ninguém, salvo talvez pela sua filhinha.

The Fall

O final da série foi bombástico e surpreendente, confesso que eu não imaginei aquele final, mas entendo de onde veio a motivação. O que me deixou triste é saber que não teremos mais Stella, já que a série terminou com um ponto final.

Série aparte, uma coisa que me moveu a escrever aqui foi a reação que tenho visto nas redes sociais e mesmo no IMDB em relação a personagem Stella Gibson:

Spoiler

Outra coisa chocante são as pessoas no IMDB que chamam Stella de vagabunda porque ela decide com quem ir para a cama e para quem dizer não. Como assim gente, estamos em 2016, uma mulher pode ser uma excelente profissional e ter uma vida sexual saudável também.

The Fall

É por essas e outras que vejo como uma personagem fictícia como Stella Gibson ainda esta longe de ser o normal, tanto nas telas quanto na vida real, enquanto um Don Draper (de Mad Men) passa sem trazer crítica ao seu comportamento sexual.

Enfim, vamos torcer para que no futuro Stella Gibson volte em outro caso, pois precisamos de séries deste calibre e de mulheres donas de seu destino.

The Tunnel Sabotage (TV 2013- )

Recentemente assisti a 2ª temporada da série The Tunnel Sabotage. A trama se desenrola nas áreas de Folkestone (UK) e Calais (França), as duas cidades que estão ligadas pelo Eurotunel, onde os detetives Karl Roebuck (Stephen Dillane, que você deve reconhecer, já que ele é Stannis Baratheon em GoT) and Elise Wassermann (Clémence Poésy) são chamados para investigar a morte de um político francês. Quando uma descoberta chocante é feita na cena do crime, a dupla é unida em busca de um serial killer que parece motivado por questões políticas.

The Tunnel Sabotage

The Tunnel Sabotage foi inspirado na série sueca/dinamarquesa The Bridge (Bron/Broen no original), que gerou até mesmo uma versão americana. Eu assisti alguns episódios desta versão, com os atores Demián Bichir (que eu gosto muito) e Diane Kruger, mas infelizmente não me cativou e parei no meio da 1ª temporada.

Pois isso não aconteceu aqui, não me desapontei e assisti até o fim. The Tunnel Sabotage é aquele tipo de série que constrói o quebra cabeça aos poucos, um slow burner. Eu gosto deste tipo de programa, dá para criar envolvimento com os personagens, entender melhor as motivações, as nuances, etc. Não é a toa que eu sou fã da série The Wire, outro famoso slow burner onde as coisas caminhavam devagar. Se você não assistiu The Wire e gosta de séries envolventes, super recomendo.

Enfim, toda vez que eu acho uma série que parece focada no personagem, já estou 50% convencida a continuar assistindo. Vale a pena frisar que The Tunnel Sabotage não é The Wire, mas nem por isso deixa de ser bom. A trama é interessante e envolvente, os atores estão excelentes (pelo menos os principais) e estão em harmonia.

Dizem que a série original é com certeza a melhor das 3, e realmente deve ser, já que inspirou outras duas, mas sinceramente não tenho vontade de investir tempo e começar a assistir uma versão onde eu basicamente sei o que vai acontecer. Séries deste tipo tem como a parte mais “polpuda” o mistério e a tensão, e quando sabemos quais as surpresas e onde os ossos estão enterrados, só sobram as atuações, como foi tudo costurado, etc, mas mesmo assim, acho que vou passar. The Tunnel Sabotage é uma boa série e recomendo.

Barely Famous (TV 2015- )

O show Barely Famous (Quase Famosas) vai voltar com a 2ª temporada dia 29 de Junho no canal VH1. Yay! 💞 Estou contente porque é um programinha engraçado que eu gosto de assistir quando estou num humor mais descontraído.

Barely Famous

O programa é sobre as irmãs Foster, Sara e Erin, filhas do reputado compositor David Foster, que é padrasto de Brody e Brady Jenner (aqueles filhos de Cait Jenner, que são também half-brothers de Kylie e Kendall Jenner) de um casamento, e de Gigi e Bella Hadid de outro. Ou seja, esta todo mundo super bem conectado.

Barely Famous é uma paródia sobre os shows de realities, onde as irmãs fazem graça da vida das sub-celebridades, no caso elas mesmas, assim como da loucura que é viver em Los Angeles: o ego, a fama, os outros famosos, a moda, as cirurgias plásticas e aquelas pessoas que são “celebridades”, mas não sabemos muito bem o motivo (famous for being famous).

Algumas pessoas não entenderam que o show é paródia e ouvi gente criticando “saco, mais uma reality show”, o que não é o caso. Inspirado em programas como The Larry Sanders Show, Barely Famous tem a cara de Hollywood e rendeu algumas boas risadas de momentos absurdos, mas nem por isso menos realistas, alguns inclusive muito similares a situações que já presenciei.

Recomendo para quem curte comédia leve e descomprometida. Você não vai aprender nada, nem vai fazer sucesso na roda de amigos quando dizer que esta assistindo Barely Famous, mas vai dar algumas risadas das coisas bisonhas que só a pseudo fama consegue fazer com as pessoas.

UnREAL (TV 2015- )

A série UnREAL voltou com tudo e hoje tem o 2º episódio, que olha, promete! UnREAL é um show sobre o “por trás das câmeras” de um programa de realidade, tipo Bachelor. A primeira temporada foi ótima no conjunto da obra, com personagens femininos fortes e totalmente fora da caixa.

UnREAL

A trama de UnREAL gira em torno de Rachel Goldberg, uma jovem produtora cujo único trabalho é manipular os relacionamentos entre as competidoras do reality para conseguir o máximo de drama na frente das câmeras, ou seja, tudo aquilo que um programa deste tipo requer. E temos a produtora executiva do programa, Quinn King, uma mulher que não tem papas na língua e que não vai permitir que nada a impeça de fazer um show de sucesso. Claro que o que presenciamos é o como se faz uma salsicha, quero dizer, um show de realidade, onde as palavras de ordem são choque e drama = ratings.

Na 2ª temporada Rachel volta com mais poder e mais pressão, ao lado de Quinn, que mais uma vez, esta disposta a tudo e declara guerra (War, o título do primeiro episódio) para fazer o show que deseja fazer. Um bom twist foi colocar o bachelor da temporada como um jovem atleta de sucesso negro. Imagine isso.

O que mais falar da série? É boa, as duas atrizes principais, Shiri Appleby como Rachel e Constance Zimmer como Quinn, além de terem uma excelente química, dão um baile de interpretação. É muito interessante ver personagens femininas que não são mocinhas, mas também não são más só por serem más. Segundo uma das criadoras do show, Sarah Gertrude Shapiro, uma das idéias da série UnREAL é “explorar a fantasia de como é quando as mulheres tentam viver como homens”.

O que mais dizer sobre UnREAL? Money. Dick. Power.

Bloodline – 2ª Temporada

Uma das minhas séries favoritas do Netflix é Bloodline, e estou bem feliz que a 2ª temporada começe hoje. Para quem não assistiu a 1ª temporada, não vou falar muita coisa para não dar spoiler: ambientada na Florida Keys (grande conjunto de ilhas na ponta sul da Flórida), a trama gira em torno de uma família unida com 4 irmãos e cujos segredos e cicatrizes profundas são revelados quando o irmão mais velho, o “ovelha negra”, retorna a casa.

Bloodline

A série é sensacional, como já escrevi anteriormente, e tenho certeza de que a 2ª temporada não vai desapontar, ainda mais com a adição de novos atores, como por exemplo John Leguizamo, que vão “engrossar o molho” e a volta do sensacional Ben Mendelsohn.

Se você deseja ver Ben Mendelsohn dando um banho de interpretação no papel de Danny Rayburn, se gosta de suspense e uma vibe noir num local totalmente ensolarado, eu super recomendo Bloodline.

Para mais info, IMDB.