História dos Icones

Que viagem no tempo! Adorei este site que conta brevemente, e usando imagens, a história dos ícones. A lata de lixo do mac OS (que quando comecei a usar era flat), os folders isométricos que vieram depois, uau, que saudades…

Historia dos Icones

Empatia em baixa

Ontem assisti um vídeo no Youtube onde um gringo falava de maneira superficial sobre alguns políticos americanos (Bernie Sanders é um deles, o mais vocal) em busca de um salário mínimo de U$15/hr, e pedia para as pessoas deixarem suas opiniões nos comments.

Bom, vale lembrar que se o salário mínimo fosse ajustado de acordo com o standard of living americano deveria ser de U$21.16/hr. Ou seja, U$15 ainda é pouco, mas com certeza é bem melhor do que os U$7.25 em vigor em alguns estados.

Qualquer pessoa com um pouco de bom senso concorda que sim, claro, devemos exigir melhores salários. É impossível sobreviver dignamente ganhando tão pouco, ainda mais quando sabemos que companhias como o Walmart e outras gigantes da indústria fast-food tem uma margem de lucro astronômica e seus CEOs ganham infinitamente mais do que seus funcionários. Uma melhor distribuição dos lucros é o mínimo que deveríamos esperar de uma sociedade que busca o bem dos seus cidadãos, certo?

Para minha surpresa, a grande maioria das pessoas (o canal é direcionado a jovens de 16-24 anos) nos comentários se mostraram CONTRA: “se aumentarem o salário, vão robotizar tudo” (isso já esta previsto para acontecer nos próximos 5/10 anos, independente do aumento do salário mínimo); “é injusto eles ganharem 15 dólares quando eu fui para a faculdade e ganho apenas 14 como desenhista e ilustradora” (eu avisei que ela era underpaid e não deveria aceitar tal salário já que tinha faculdade); “minha mãe ganha apenas U$7.25, não acho justo outros ganharem mais” sendo que a mãe dele também seria beneficiada com a mudança…

Enfim, um verdadeiro shitty-show de opiniões que demonstram nenhum bom argumento contra o aumento de salário (tenho certeza que existem bons argumentos, só não os encontrei ali) mas esbanjam uma raiva inexplicável daqueles que eles consideram “piores”, que no caso são pessoas que trabalham em fast-food fritando hambúrgueres ou nos walmarts da vida, por exigirem melhores salários mas serem “preguiçosos” e não irem em busca de melhores empregos.

Poucos foram os comentários que citaram os salários milionários, ou como melhores salários aquecem a economia (as pessoas gastam mais quando ganham mais), ou que a robotização é inevitável, ou que os salários estão estagnados, e os poucos que fizeram essas observações, como eu, foram prontamente ignorados. É aquela sensação de “saia daqui com seu bom senso, me deixe com o que eu SINTO ser verdade“.

Fiquei abismada com a miopia (falei aqui no post de ontem sobre o documentário de Noam Chomsky), mas não totalmente surpresa. Além da miopia que os impede de ver que possivelmente seriam beneficiados pelas mudanças, existe a falta total de empatia com o outro ser humano, aquele desejo básico de que todas as pessoas possam ter uma vida decente e um trabalho que supra pelo menos suas necessidades básicas. O outro é muito abstrato, muito distante, “não tem nada a ver comigo”.

Parece até a desumanização do outro, um lance que fazem com os soldados quando eles vão a guerra para não sentirem culpa por estarem matando outros seres humanos: o outro não é como eu, o outro me detesta, o outro não respeita as mesmas coisas nem tem os mesmos valores que eu, logo, se for aniquilado eu não me importo.

É assustador perceber isso, mas o lado positivo é que sabendo o sintoma, é mais fácil ficar imune a essa lavagem cerebral, ao mesmo tempo que podemos ser os agentes de cura, tentando apontar onde as falhas de lógica e percepção estão acontecendo. E torcer para que tenham curiosidade o suficiente para tirarem as vendas e olharem os outros como iguais.

Mídias socias e Eu

Uso internet desde 1995, e de lá para cá, muita água já passou por debaixo desta ponte. AMO internet e tecnologia com todas fibras do meu ser, e lembro direitinho do meus primeiros anos “surfando” na net, via telefone e modem de 4800, conversando com pessoas via IRC. Era sensacional, novo, um “barato” poder trocar idéias com pessoas do outro lado do mundo em tempo real. Isso foi bem antes das indagações e classificações começarem, tipo A/S/L (idade, sexo e localidade) que ficaram populares em chats de sites como o UOL e Terra, muitos anos depois.

Lembro dos amigos que fiz no The Palace, um site de chat com um visual gráfico, com “salas” onde podíamos entrar e conversar com os outros ocupantes, todo mundo representado por um avatar bem tosco.

Palace Chat

E o tempo que levada para carregar uma imagem ou .gif animado no Netscape Navigator? E o logo do Netscape que era animado? A alegria de instalar o browser CyberDog da Apple em 1996, mas descobrir que não era tão bom quanto o Nestcape…

Netscape Navigator

E quando comecei a blogar, em 1999, usando o fresquinho Blogger, mas que naquela época não me dava as opções que queria, o que me levou a instalar o Greymatter de Noah Grey no meu Dreamhost, até mudar para o Movable Type no final de 2001, que usei até conhecer o WordPress em 2003 e que se tornou o meu CMS até os dias de hoje.

Netscape Navigator

Naquela época não existia monetização. As pessoas blogavam porque tinham vontade de se conectar com as outras pessoas e muitas vezes, dividir o que sabiam. Foi uma época maravilhosa, onde o senso de comunidade era super presente. Quando Google deu a opção de monetizar os blogs com o adsense, eu torci o nariz: da mesma maneira que não gostava de entrar num blog e vê-lo poluído com anúncios (muita gente não tinha noção e os guidelines eram abusados frequentemente), decidi não fazê-los nos meus blogs. E como era de se esperar, quando $$$ entrou na jogada, as coisas mudaram.

Durante muitos anos blogar foi o supra sumo da internet, até a monetização se expandir para o YouTube: daí as pessoas optaram pela simplicidade de gravar videos, muita vezes com seus celulares, e ganhar uns trocos, e blogar caiu em desuso.

Bom, de lá pra cá sabemos bem o que aconteceu: Facebook explodiu, smart phones também e a década do EU se estabeleceu com força total. Esses últimos 6 anos tem sido interessantes, mesmo que frustrantes. Blogs, a não se que tenham um nicho, estão praticamente mortos; canais no YouTube sem substância tem milhões de inscritos, enquanto canais bons não registram no radar; Instagram virou a central universal do umbiguismo; Facebook é o local para ler textão cheio de erro gramatical e perder toda fé na humanidade com as respostas rasas e imbecis; Twitter é onde tudo acontece em 2ª mão, com muitas cabeças pensantes que se expressam divinamente em 160 caracteres, mas onde tem também muito lixo; Reddit tem lixo também, mas é onde tudo acontece em 1º lugar e de onde grandes jornais e TVs pescam suas matérias. Reddit esta integrado a minha rotina e é em disparado minha social media favorita.

E os outros? Google+ é café com leite: gosto, pois me lembra um pouco Orkut, e é por lá que eu escolhi postar as imagens do Naftalina. Flickr é muito bom, uso sempre, tanto para postar fotos quanto para ver o que as pessoas que eu gosto estão postando. Eu acho o Flickr uma fonte de inspiração sensacional. Pinterest é okay, mas não me interessa muito. Snapchat e What’sUp, neh, tô fora, não tenho interesse nenhum. Periscope é legal, mas sub-aproveitado na minha opinião. Linkedin é boring para cacete, o Facebook dos carreiristas, é essa a impressão que tenho. Tumblr, assim como Flickr é excelente para se inspirar. Coleções sensacionais de imagens, é só seguir as pessoas certas, do contrário, pura rebeldia adolescente e dramalhão. Vine é cool, mas uso pouco. Enfim…

Depois de 21 anos na internet, a sensação que eu tenho é que em muitos aspectos estamos regredindo. As comunidades estão se segregando em seus nichos; a quantidade de lixo é tão grande que tanto no Youtube quanto no Twitter, tenho dificuldade em achar pessoas ou canais interessantes para seguir. Sites, nem se fala, quase impossível achar um site legal se não for indicado por algum conhecido.

E tem o lance da retenção. As mídias socias querem que o usuário passe o maior tempo possível no seu serviço, mesmo que para alcançar esse objetivo eles te tratem como bebezinho. Google filtra tudo e só mostra o que ele acha que você quer ver. Facebook faz a mesma palhaçada, por isso parei de usar Google como meu search engine (uso DuckDuckGo) e Facebook can suck my ass, porque só entro lá 3 vezes ao ano. FB é odioso e a apatia com que seus usuários continuam a usar a plataforma é assustadora.

E já que entrei nesta viela, os algoritmos do YouTube gostam de empurrar lixo que ele entendeu como BOM, toda vez que logo tenho que clicar que não estou interessada na sugestão de vídeo/canal bostinha, porque ele não entendeu das outras 32 vezes que eu cliquei “não estou interessada“. Isso acontece porque ele entende por “bom vídeo” aquele que além de ter milhões de views, é visto na integra. Não YT, não quero ver o video de Camila Pitanga desesperada. Sim, o vídeo tem mais de 6 milhões de views e de tão curto, provavelmente tem view retention de 100%, mas não é um vídeo BOM!

Na boa, tem muito conteúdo bom no YT: criadores excelentes, tutoriais fantásticos, web séries de humor, mas eu não vejo a hora de aparecer um concorrente e as pessoas começarem a usar outra plataforma. Porque o melhor do YT são os criadores que colocam conteúdo de qualidade. Sem eles, YT vai pro saco.

Enfim, eu sei que pra grande maioria, tudo isso é muito novo. Mais uns 10 anos e as coisas devem estar num patamar melhor. Mas para quem esta usando a net a mais de 20 anos, eu imaginei que neste ponto a gente estaria num local melhor do que estamos em todos os fronts, e principalmente mais unidos pelas nossas semelhanças do que separados pelas nossas diferenças.

Paciência e esperança é o que preciso.

Nem tudo que reluz é ouro…

Ontem vi este artigo onde a atriz Gemma Arterton alerta que muitos atores estão sendo escolhidos para seus papéis não pelo talento, mérito ou trabalhos anteriores, mas pelo número de seguidores que possuem nas mídias sociais. Bom, isso com certeza explica a ascensão de Cara Delevingne, que como atriz é uma excelente modelo.

Obviamente, não estou surpresa. É só olhar o poder e ascensão social de pessoas com milhões de seguidores no Instagram, por exemplo, as Kardashians, para ver como essa idéia brotou na cabeça dos suits do showbiz…

O que me surpreende é ninguém questionar estes números. Preste atenção, a pessoa pode ter milhões de seguidores, mas o número de likes é sempre por volta de 1% para contas pequenas e médias e 10% para contas maiores. Existem excessões, sim, mas é isso que são: excessões. O resto, é across the board, você pode entrar em várias contas, a percentagem é sempre semelhante. Isso acontece porque as mídias socias estão super inchadas com:

1) Contas Inativas, a pessoa fez a conta, aceitou a sugestão de quem seguir que o app faz quando você loga pela 1ª vez (geralmente, as pessoas mais famosas da sua rede) e nunca mais voltou a logar;

2) Contas falsas. É notório o mercado paralelo de compra de seguidores, onde pessoas pagam para parecerem populares. Uma pessoa é dona de milhares de contas falsas e oferece esse serviço. E centenas de pessoas oferecem esses mesmo serviço, então imagine QUANTAS contas falsas existem para suprir a demanda de “popularidade”. No Twitter é fácil perceber, são contas geralmente com ovos no perfil e seguidas de número, por exemplo, patricia76542800. No Instagram são contas que seguem milhares de pessoas, tem pouco ou nenhum conteúdo e poucos seguidores.

É claro que celebridades não tem necessidade de pagar para ter seguidores falsos, mas as pessoas que vendem seguidores, para burlar o algoritmo e evitar serem banidas, seguem famosos e aleatórios para disfarçar. E isso acontece EM TODAS mídias sociais: Twitter, Facebook, Instagram, Vine, etc. Todas. Você pode comprar seguidores, comprar likes, comprar retwittes, comprar shares, enfim, tudo que uma conta real pode fazer, uma conta falsa pode fazer também, se você pagar.

Conta de uma pessoa muito famosa com seguidores falsos
Conta de uma pessoa muito famosa com seguidores falsos

Existem ferramentas que ajudam você a descobrir se seus seguidores são falsos, mas aos poucos essas ferramentas estão sumindo, pois os próprios sites não querem desvendar o quanto de seus usuários são fakes. Pense em como o FB celebra quando alcança um número extraordinário de usuários. Para eles é interessante que os anunciantes saibam que, via FB, eles potencialmente atingirão esse número fantástico de pessoas com seus anúncios. FB não vai falar “olha, temos 1,721,000,000 de usuários, incluindo as contas falsas, contas inativas, contas duplicadas, contas de pessoas que morreram, etc” para os anunciantes, não é mesmo? O mesmo ocorre no Twitter, Insta, etc. Contas falsas é um bom negócio para as mídias socias, pois elas indicam crescimento do serviço. E claro, não faz mal nenhum as pessoas famosas, que cobram para fazer merchant de acordo com o número de seguidores que possuem.

Tem que ser muito sonso para acreditar que a pessoa que tem 80 milhões de seguidores realmente alcança essas 80 milhões de contas. O Insta de Kim Kardashian, por exemplo, só chega na marca dos 10% de likes do seu total de seguidores quando posta videos. Poucas fotos do seu feed chegam a essa marca de 10% recentemente. Claro que é um reach imenso sim, 8-10 milhões de likes, mas pode ser que alguém com 40 milhões de seguidores, metade da Kim, tenha um reach exatamente igual ao dela ou maior, e mais “poder” real de influenciar, dependendo de onde e quem seja essa pessoa.

No Youtube, por exemplo, DisneyCollectorBR com 8 milhões de inscritos ganha quase o mesmo que PewDiePie com 47 milhões. Logo, DisneyCollectorBR, um canal mais novo, com menos vídeos, com pouco gasto de produção e maintenance das mídias socias (só tem YT e ponto) é, no final das contas, o canal que realmente esta se dando muito bem.

Gráfico de comparação entre DisneyCollectorBR e PewDiePie
Gráfico de comparação entre DisneyCollectorBR e PewDiePie

Claro que nem todas pessoas que seguem dão likes ou reshares, mesmo assim, vamos dar uma margem maior, mesmo que 15% se manifeste dando like ou reshare e 15% fique em silêncio porque não de participar, quem são esses outros 70% que entram mudos e saem calados?

O número de seguidores/inscritos não é necessariamente algo que pode, a primeira vista, ser usado como régua de sucesso. Tem muito coisa que entra neste angu.

Lembrem-se disso: em nenhum lugar a frase “nem tudo que reluz é ouro” é mais verdadeira do que nas mídias socias.

The Most Popular Girls in School

Não sei como esta web serie passou desapercebida no meu radar! Comecei a assistir semana passada e estou viciada. Super engraçada, os escritores são excelentes, assim como os voice actors. Super recomendo para todo mundo que deseja dar boas risadas. 😂

Me deu a maior vontade de voltar a fazer vídeos, quem sabe machinimas?

 

Dando um tempo do Twitter

Eu adoro o Twitter. Sigo pessoas legais e interessantes dos mais diversos meios e quase sempre me deparo com coisas bacanas.  Mensalmente faço uma limpeza na conta, sigo gente nova, páro com aqueles que parecem disco riscado e assim vai. É divertido e pode ser informativo, mas infelizmente percebi que 1) estou perdendo muito tempo no aplicativo e 2) muitas vezes estraga meu humor. Muita coisa ruim ganhando destaque e coisas boas passando desapercebidas. Fora que, como falei, tem aquelas pessoas queridas que parecem um disco riscado. Sempre o mesmo tópico e nunca com uma solução para o problema.

Para poder manter a nossa sanidade mental é preciso dar uma relaxada de vez em quando. Olhar coisas diferentes, ouvir coisas diferentes, dar umas boas risadas e tentar manter a esperança de que podemos sim mudar o mundo. Ficar só na reclamação, dia sim, dia também não vai resolver nada.

Dando um tempo do Twitter

Tem uma coisa que o Gandhi, a madre Teresa ou Thich Nhat Hanh, (não me lembro bem quem, sorry) falou uma vez que eu achei muito bom e desde então eu transformei em frase da vida. Ela é mais ou menos assim: “não me chame para fazer um protesto contra a guerra, me chame para fazer um protesto a favor da paz.” Parece a mesma coisa, mas a diferença é que quando vamos para o lado positivo, em busca de mudança, conseguimos atingir aqueles que pensam como a gente, mas que acham que estão só, e assim eles podem se juntar a nós. Prá que ficar gritando com aqueles que não querem ouvir, que não querem entender? Baita energia jogada fora, ainda mais nestes dias nebulosos em que certas pessoas fazem questão de não entender…

Enfim, o que eu queria dizer é que infelizmente no momento estou sentindo que o Twitter esta muito semelhante a câmara de eco que é o facebook e que posso empregar minha energia em locais melhores e de maneira mais positiva. Então vou tirar um summer break do Twitter. C u soon.

Cheers!