True Detective, 2nd Season (2015) – II

Estava relendo o que escrevi sobre a estréia do True Detective – IMDB em Junho e tenho que admitir que a partir do 2º episódio, a série melhorou. Se a estréia tivesse sido a 2 hours special eu provavelmente teria criticado menos.

Ainda acho que não é tão bom quanto a 1ª temporada, mas isso tem muito a ver com a química entre Matt e Wood que fizeram um trabalho excelente com seus personagens e claro, a total falta de expectativa que eu tinha.

True Detective Season 2 Opening Wallpapers [1920×1080]

Mas enfim, a trama desta temporada melhorou. Continuo adorando as “referências” a David Lynch e autores noir como James Ellroy e Raymond Clandler. A cinematografia é muito boa e fico contente em não usarem locações típicas de LA. Até mesmo os shots constantes das freeways desapareceram. Porém minhas críticas não mudaram muito: tem material interessante não explorado e muitos personagens que acabam diluindo o que eu realmente queria ver. Com metade dos personagens eu teria mais intimidade com Ani e Velcoro, que na minha opinião são o carro chefe da temporada. Woodrugh não é interessante o suficiente e a todo momento eu acho que Frank vai chorar ou soltar uma piada sobre peido. Vince parece não conseguir se perder no personagem e eu consigo lembrar dele em outros papéis frequentemente.

Outra coisa que não curto são as conversas de Frank com os outros, usando um vocabulário rebuscado que não faz sentido. Sei que faz parte da personalidade do personagem, ele não é um criminoso comum, mas é tão sutil como uma tijolada na cabeça.

Enfim. Estou feliz que a séria tenha melhorado, mas ainda vejo muitos defeitos para me declarar apaixonada como fiquei pela 1ª temporada.

True Detective, Season 2 (2015)

Decepção. Foi isso que eu senti após assistir ao 1º episódio da 2ª temporada de True Detective. Já estava um pouco apreensiva desde o anúncio do casting, mas acho que no final, o problema foi outro.

The Western Book of the Dead: o desaparecimento de um gestor municipal interrompe um esquema lucrativo e instiga uma investigação envolvendo três policiais e um criminoso que está tentando “se fazer” em negócios legítimos.

Vince Vaughn não foi tão ruim como eu imaginei que ele seria. Consegui em diversos momentos levá-lo a sério, mas em outros fiquei esperando ele abrir a boca e soltar uma piada sem graça, bem no estilo fanfarrão do seus outros personagens. Os outros atores estão ok, acho que na verdade qualquer crítica que eu faça vai ser mais ao material do que a atuação deles.

Na 1ª temporada o relacionamento entre Rust e Marty foi fundamental para o sucesso da série. Eles tinham uma química sensacional e ficamos íntimos de ambos, pois tivemos tempo de “conhece-los”. Na 2ª, de cara temos 4 personagens principais e mais as ramificações de cada um deles e me senti sufocada com tanta gente e informação, ainda mais porque ninguém era remotamente interessante e todos cheios de cliches:

  • Bom policial vira mau, check
  • Policial mulher super durona, check
  • Policial que serviu na guerra e sofre e PSTD, check
  • Corrupção municipal de braços dados com a criminalidade, check

Muito cliche, cliche demais. Não que esses shows de crime/drama não sejam cliches ambulantes, eu até aturo um cliche, mas faltou um diferencial. Faltou algo que me fizesse ter vontade de assistir o 2º episódio em seguida. O que episódio conseguiu foi fazer eu sentir saudades de Southland e The Shield.

Faltou também Cary Fukunaga e sua direção excelente.

O que eu gostei foram os “toques” remetendo a David Lynch: Mulholland Drive e a casa do desaparecido.

Não vou parar de assistir pois não tenho mais nada agendado para os domingos a noite. Espero que o show se recupere e me surpreenda, mas o que estou esperando ansiosamente agora é o 2º episódio de Mr. Robot.

Em tempo: Athena é a deusa da sabedoria, não do amor. Será que o erro foi proposital?

Formações geodésicas nas rua de LA

Gente, que coisa mais bonita de se ver! A artista Paige Smith instalou essas formações rochosas geodésicas, que ela se refere como geodes urbanos, que são criados com papel, tinta em spray ou resina fundida em rachaduras e fendas aleatórias ao redor da cidade. Ela já instalou esses geodes na Espanha, Jordânia, Coréia do Sul, entre outros lugares. Para ver onde encontrar, dê uma olhada no mapa.

Urban Geode

 

Via Colossal

Putz… :(

Estou angustiada.

Não sou uma pessoa volúvel. Toda mudança acontece depois de muito estudo e preparação. Levei tempo me preparando psicologicamente para o caso de ter que voltar ao Brasil se não encontrasse um emprego aqui. Coloquei planos antigos in motion, e acho que esses planos são muito bons, pois não apenas são uma oportunidade nova, mas esta envolvido com algo que eu amo fazer. Retomar o projeto antigo me encheu de esperança.

Mas quando estou quase com o pé na porta de saída, recebo um email. Talvez um trampo vá sair. Isso quer dizer que eu tenho que ajustar tudo novamente. E ainda se fosse um trabalho ótimo, eu estaria mais feliz, mas no momento não tenho nem certeza de ser o caso. Pode ser bom, pode ser ruim, não sei.

E meus planos, o projeto, o que faço? Engaveto de novo? Ah…

Meu coração esta apertado, quero chorar, gritar, desaparecer. Estou cansada. 😥

Terremoto

Mês de Março tivemos 2 terremotos em menos de 2 semanas. Ambos foram sentidos onde moro, mas foram sensações diferentes. O do dia 17 me acordou as 6h25 da manhã, com a sensação de sacudir de um lado para o outro, e apesar de mais fraco que o seguinte, fez mais barulho. O de sexta, dia 29, foi mais forte, mas veio como uma onda, dando a impressão de estar num barco no mar revolto, e me deixou com o estômago embrulhado por alguns minutos.

Ontem vi que aconteceu um terremoto, 8.0, na costa do Chile. Me preocupo, fico pensando como esses movimentos podem desencadear outros, e o fato de não ter sentido 2 terremotos em menos de 2 semanas desde que me mudei para Los Angeles em 2007, me deixa encanada. E claro, os noticiários, sempre alarmistas, falando que o “grande terremoto” esta por acontecer, não ajudam nem um pouco.

Mas enfim, essas demonstrações da força da natureza e quão pouco podemos controlá-las, bem, isso coloca as coisas em perspectiva.

Neste site é possível “escutar” o terremoto (a onda foi transformada em audio): Chile e o de sexta feira. É exatamente como “soa” quando ele esta acontecendo. Impressionante.

Meh…

Eu gosto de assistir o show Real Time with Bill Maher porque os convidados são geralmente inteligentes, interessantes e com frequência conheço bons escritores, documentaristas, etc. O problema é que Bill esta ficando mais chato a cada ano que passa. Eu sei que ele é o host, mas tirando a intro que geralmente é engraçada, ele fala demais e ás vezes fala do que não sabe.

Lembro bem que fiquei surpresa quando ele falou sobre SOPA e como não fazia idéia do que estava se passando. Depois daquilo ficou impossível levar o que ele fala a sério, pois sempre questiono que se ele estava tão mal informado sobre um tópico que nem era tão difícil, o que dizer sobre outros mais sérios e nuanced? Fora a mania de bancar o advogado do diabo, parece para mostrar “olha, eu sou capaz de ver o outro ângulo deste argumento”, uma coisa que era típica do meu ex-marido e que me irritava profundamente, porque sempre vem acompanhado daquele ar de superioridade de “você é radical e eu sou cool”. Qualquer pessoa com um pouco de cultura e inteligência sabe analisar os ângulos de uma história, mas em alguns momentos ela não tem espaço na discussão.

Esta mania de que se você vai falar alguma coisa, o lado oposto tem que comparecer nem sempre tem lugar né? Aliás, esta semana li sobre como os creacionistas querem espaço no seriado Cosmos, para criar um debate balanceado!! Parece piada, mas não é. Ei, tive uma idéia: que tal os ateístas terem um espaço nos sermões religiosos para oferecer o outro lado da história e balancear a conversa? Não é uma boa idéia? 😉

Enfim, me perdi do tópico. Vou continuar assistindo pelos convidados, mas bah, vamos ver até quando.

Então…

Semana passada fui em uma entrevista numa grande CIA americana. Foi positiva, gostei bastante do manager, mas o salário é risível. Não quero pensar muito nisso, se receber uma proposta e não tiver espaço para negociar, vou aceitar o que me for proposto e ver se uma vez lá dentro eu consigo calgar uma posição melhor.

Eu sei que isso vai soar nada humble, mas sou uma pessoa super capaz e toda vez que recebo um “we’re going to pursue one of the other applicants“, fico perplexa, já que semanalmente lido com ignorantes que, surpresa!, estão empregado e ignoraram o básico do trabalho que estão desempenhando. Como tantos bananas conseguem trabalho e eu não?

A concorrência esta criando expectativas surreias na hora da contratação, mas que não quer dizer que terão melhores profissionais. Um rapaz no forum onde faço parte disse que seu amigo teve 3 entrevistas para trabalhar como atendente no Chipotle, que é apenas um fast food de comida mexicana. Três!! E toda vez que eu vou ao Chipotle sou atendida sem um sorriso, sem simpatia, e as vezes até com grosseria. Três entrevistas e não conseguiram detectar quem sabe lidar com o público? Fala sério…

Oscars, 2014

Eu nem ia escrever nada a respeito do Oscar deste ano porque já estamos na quinta e hoje em dia, se você não escreve sobre o assunto na mesma hora, ou no máximo nas próximas 24, o tópico é old news. Mas como fazia anos que eu não assistia ao Oscar e provavelmente passarão anos até que eu assista novamente, vou dar meu pitaco.

Ellen fez um bom trabalho hosting. Quis quebrar o tédio habitual e conseguiu, mesmo que em certos momentos suas piadas caíram flat. O lance da pizza e o group selfie foram geniais.

Dos ganhadores, Lupita foi quem brilhou na minha opinião. Que graça, que simpatia e humildade. Sem falar que é linda, estilosa e talentosa. Matthew Mcconaughey foi bizarro. É sempre estranho quando um ator abre a boca e você tem um glimpse de como ele deve ser na vida real. Seu agradecimento foi fraco e não tocou. Seu herói é ele mesmo em 10 anos? Não seria mais bonito falar que a cada novo papel aprende mais sobre a condição humana e tenta melhorar seu eu? Fora que aquele lance do “provado cientificamente”, afe, não colou. Jared Leto fez um discurso bonito, falou da mãe, do que esta acontecendo no mundo, gostei.

Oscar Winners

Sobre o show em si, longo, chato e repleto de coisas desnecessárias, como o clipe entre categorias que mostravam como os filmes são geniais. Tá, a gente gosta de cinema, não precisa ficar passando este mashup. John Travolta, espremendo os olhinhos para ler o teleprompter me fez rir. Mais ainda depois que fiquei sabendo que ele falou o nome da cantora errado. Leonardo DiCaprio não ganhou, mas nenhuma surpresa. American Hustle se lascou, não me surpreendeu também porque enquanto o filme é legal, estava concorrendo com outros muitos melhores.

Fiquei feliz que La Grande Bellezza tenha ganho, apesar de não ter visto os outros concorrentes, pois é um filme super bonito e que me tocou bastante. E claro, adorei também a “palinha” do Frank Underwood. 😉