Bosch

Finalmente consegui fazer um catch up com a série Bosch. Baseado nos livros do autor Michael Connelly, Hieronymus “Harry” Bosch é um detetive da divisão de homicídios da LAPD , e na 1ª temporada ele esta tentando resolver o assassinato de um menino de 13 anos de idade que aconteceu há 20 anos ao mesmo tempo que esta sendo julgado por atirar em um suspeito e precisa prender um serial killer que esta aterrorizando a cidade.

Bosch

Bom, tenho que confessar que sou uma sucker pelos livros de Michael Connelly. Provavelmente já li todos livros de Bosch, e diga-se de passagem, fiquei super decepcionada com o último livro dele, que pareceu até escrito por outra pessoa. Sim, eu sei que este tipo de livro é o equivalente a fast-food: fácil de digerir e depois a gente se pergunta porque consumiu aquilo, mas mesmo assim eu espero um mínimo de qualidade. Vale lembrar que ele também é autor dos livros com o personagem Mickey Haller, que o famoso Matthew McConaughey trouxe a realidade no filme The Lincoln Lawyer. Ou seja, Connelly já esteve ao redor do quarteirão alguma vezes, ele sabe o que esta fazendo.

Bosch

Enfim, o ator Titus Welliver esta fazendo um bom trabalho ao trazer a realidade o detetive. Todo cast esta muito bom e afinado, em alguns momentos esqueço mesmo que são atores. E claro, vale lembrar que a cidade de Los Angeles esta linda nos shots e externas. Eu simplesmente adorei a intro do show, o espelho das imagens, achei super criativo e deixa claro o mundo-submundo que tantas vezes preferimos ignorar.

Se tem uma coisa que me entristece enquanto eu assisto Bosch é que me lembra Southland, uma das minhas séries favoritas de cop shows ambientada em Los Angeles. Nossa, que saudades!

Enfim, a 2ª temporada de Bosch esta disponível na Amazon, e comecei a assistir final de semana passado. Espero que continue tão bem como foi a 1ª.

West of Eden: An American Place

Recentemente terminei de ler West of Eden: An American Place, da escritora Jean Stein, a mesma que escreveu Edie: American Girl, a biografia de Edie Sedgwick, a superstar de Andy Warhol.

West of Eden: An American Place é apresentado como a história oral de Los Angeles. Stein conseguiu capturar vividamente um elenco mítico de personagens: suas ambições e triunfos, bem como a sua desolação e tristeza. Ela conta a história de cinco indivíduos e suas famílias, cujas vidas o que tem de fascinante, tem de trágicas.

West of Eden: An American Place

Ela começa com Edward L. Doheny, o magnata do petróleo cuja corrupção chegou a destruir a reputação de um presidente americano. Ele foi a inspiração para o livro Oil!, de Upton Sinclair, que por sua vez foi a base do filme There Will Be Blood (no Brasil recebeu a tradução de Sangue Negro).

O segundo capítulo fala de Jack Warner e como este filho de imigrantes judeus, juntamente com seus irmãos, fundou um dos estúdios de cinema mais emblemáticos do mundo, a Warner Bros..

Terceiro capítulo é Jane Garland, a filha problemática de uma aspirante a atriz que nunca conseguiu escapar dos esquemas “bizarros” de sua mãe. Depois temos Jennifer Jones, uma atriz de Oklahoma que ganhou o Oscar aos vinte e cinco anos. E por último Jean Stein narra a ascensão do seu próprio pai, Jules Stein, um oftalmologista nascido em Indiana que transformou Hollywood com a criação de sua agência/estudio, a MCA, Inc.

Na minha opinião, os melhores capítulos foram sobre os Dohenys, sobre os Warners e sobre a família Stein. Foi interessante ver como cada clan, a sua maneira, conseguiu ascender ao poder e fama. Foi fascinante ler sobre o que movia essas pessoas, tanta loucura, excentricidade, insegurança…

Tudo bem que estamos falando de dinosauros, mas não há como negar o legado deixado por estas pessoas. O livro também esta cheio de tidbits sobre celebridades e estrelas. Por exemplo, fiquei sabendo que Ronald Regan era informante do FBI e que denunciava amigos atores muitas vezes com pouquíssima de evidência. Lembre-se, isso foi na época do temível comunismo e dos “vermelhos”, quando uma lista negra foi criada com a ajuda de alguns personagens deste livro, e deixou atores, diretores e escritores desempregados, pois foram banidos de Hollywood. Pois é, Ronald Regan era um snitch!

Bom, o capítulo sobre Jennifer Jones foi mais ou menos, e o de Jane Garland é mais sobre as pessoas aos seu redor e poderia nem ter entrado no livro, pois achei fraco e desinteressante.

Mas eu gostei bastante do livro. Eu adoro história e achei legal saber mais sobre Los Angeles e como as coisas aconteciam a 80/100 anos atrás.

O Povo versus O. J. Simpson

O Povo versus O. J. Simpson (American Crime Story – The People v O. J. Simpson). Comecei a assistir esta série sem muita expectativa e que surpresa, fui fisgada. Tá, eu sou uma sucker por seriados que retratam crimes reais, e estou achando este realmente MUITO bom. Ajuda um pouco que eu lembre do alvoroço ao redor do caso, mesmo não tendo acompanhado de perto. De qualquer maneira, é interessante ficar sabendo dos tidbits e da backstory que influenciaram tanto o resultado.

O Povo versus O. J. Simpson

Eu tenho certas lembranças marcantes: O.J. fugindo no Bronco branco e de como aquilo foi televisionado ao vivo para o país inteiro; ver o rosto de Marcia Clark nas capas dos tabloids que ficam ao lado dos caixas nos supermercados e de Kato Kaelin, que por algum motivo estava toda-hora-todo-santo-dia no noticiário. Mas era 1994, eu era jovem e estava mais preocupada em viver minha nova vida em NYC do que seguir julgamento de celebridade… Mesmo assim, sabendo o básico sobre o caso e das provas (a luva, o sangue no carro dele), eu tinha certeza que O.J. era culpado.

Hoje sou mais cuidadosa ao desferir julgamentos de inocente ou culpado pois sei que a lei é falha e é sempre bom lembrar que “a pessoa é inocente até que seja provado sua culpa”. mas confesso que mesmo aceitando as possíveis “liberdades poéticas” que acontecem quando um caso real é televisionado, ainda tenho dificuldade em acreditar na inocência de O.J. Simpson.

Quase desejo que certas partes sejam mesmo “liberdade poética” dos criadores, porque olha, que caso mais fucked up e difícil de engolir. Erros graves dos promotores de um lado, a pressão absurda e o machismo em cima de Marcia do outro (o cabelo, cara, até o cabelo dela critiaram!), falta de objetividade de todo mundo e claro, a media totalmente ensandecida.

O que muito me entristece são as vítimas que ficaram de figurantes e os parentes que não viram a justiça ser feita, nem com um julgamente correto e veredito que colocasse O.J. atrás das grades ou caso ele não seja o culpado, ou com uma investigação que levasse até o culpado.

Ryan Murphy, produtor de Glee e American Horror Story, acertou em cheio mais uma vez. A produção do seriado esta excelente na recriação dos anos 90, assim como estão de parabéns os autores que adaptaram o livro de Jeffrey Toobin, The Run of His Life : The People versus O. J. Simpson. A atriz Sarah Paulson esta fantástica e consegue transmitir tanto só com um olhar e a atuação corporal que não vou ficar surpresa se ela for indicada ao Emmy. Courtney B. Vance, que interpreta o advogado de defesa Johnnie Cochran também merece um Emmy, pois esta fenomenal: na maior parte do tempo eu tenho vontade de estrangular o cara, mas em alguns glimpses fora do tribunal eu consigo ver de onde todo aquele drive esta vindo… David Schwimmer (de Friends) faz o papel de Robert Kardashian, o melhor amigo de O. J., que por acaso é o pai das Kardashians.

Enfim, O Povo versus O. J. Simpson é ótimo, mesmo que dê muita raiva em certos momentos. Acho que vai ser um daqueles seriados que vão ficar na história. Super recomendo!

Los Angeles circa 1950

Esses cartões postais de Los Angeles nos anos 50 me fazem pensar no seriado de Stephen King que estou assistindo, 11.22.63, onde o professor de ensino médio Jake Epping viaja no tempo para tentar impedir o assassinato do presidente John F. Kennedy. Porém sua missão é ameaçada pelo próprio passado, que não “quer” ser alterado. A série é boa, mas não a melhor coisa que já assisti envolvendo viagens ao passado.

1950s Los Angeles

True Detective, 2nd Season (2015) – II

Estava relendo o que escrevi sobre a estréia do True Detective – IMDB em Junho e tenho que admitir que a partir do 2º episódio, a série melhorou. Se a estréia tivesse sido a 2 hours special eu provavelmente teria criticado menos.

Ainda acho que não é tão bom quanto a 1ª temporada, mas isso tem muito a ver com a química entre Matt e Wood que fizeram um trabalho excelente com seus personagens e claro, a total falta de expectativa que eu tinha.

True Detective Season 2 Opening Wallpapers [1920×1080]

Mas enfim, a trama desta temporada melhorou. Continuo adorando as “referências” a David Lynch e autores noir como James Ellroy e Raymond Clandler. A cinematografia é muito boa e fico contente em não usarem locações típicas de LA. Até mesmo os shots constantes das freeways desapareceram. Porém minhas críticas não mudaram muito: tem material interessante não explorado e muitos personagens que acabam diluindo o que eu realmente queria ver. Com metade dos personagens eu teria mais intimidade com Ani e Velcoro, que na minha opinião são o carro chefe da temporada. Woodrugh não é interessante o suficiente e a todo momento eu acho que Frank vai chorar ou soltar uma piada sobre peido. Vince parece não conseguir se perder no personagem e eu consigo lembrar dele em outros papéis frequentemente.

Outra coisa que não curto são as conversas de Frank com os outros, usando um vocabulário rebuscado que não faz sentido. Sei que faz parte da personalidade do personagem, ele não é um criminoso comum, mas é tão sutil como uma tijolada na cabeça.

Enfim. Estou feliz que a séria tenha melhorado, mas ainda vejo muitos defeitos para me declarar apaixonada como fiquei pela 1ª temporada.

True Detective, Season 2 (2015)

Decepção. Foi isso que eu senti após assistir ao 1º episódio da 2ª temporada de True Detective. Já estava um pouco apreensiva desde o anúncio do casting, mas acho que no final, o problema foi outro.

The Western Book of the Dead: o desaparecimento de um gestor municipal interrompe um esquema lucrativo e instiga uma investigação envolvendo três policiais e um criminoso que está tentando “se fazer” em negócios legítimos.

Vince Vaughn não foi tão ruim como eu imaginei que ele seria. Consegui em diversos momentos levá-lo a sério, mas em outros fiquei esperando ele abrir a boca e soltar uma piada sem graça, bem no estilo fanfarrão do seus outros personagens. Os outros atores estão ok, acho que na verdade qualquer crítica que eu faça vai ser mais ao material do que a atuação deles.

True Detective

Na 1ª temporada o relacionamento entre Rust e Marty foi fundamental para o sucesso da série. Eles tinham uma química sensacional e ficamos íntimos de ambos, pois tivemos tempo de “conhece-los”. Na 2ª, de cara temos 4 personagens principais e mais as ramificações de cada um deles e me senti sufocada com tanta gente e informação, ainda mais porque ninguém era remotamente interessante e todos cheios de cliches:

  • Bom policial vira mau, check
  • Policial mulher super durona, check
  • Policial que serviu na guerra e sofre e PSTD, check
  • Corrupção municipal de braços dados com a criminalidade, check

Muito cliche, cliche demais. Não que esses shows de crime/drama não sejam cliches ambulantes, eu até aturo um cliche, mas faltou um diferencial. Faltou algo que me fizesse ter vontade de assistir o 2º episódio em seguida. O que episódio conseguiu foi fazer eu sentir saudades de Southland e The Shield.

Faltou também Cary Fukunaga e sua direção excelente.

O que eu gostei foram os “toques” remetendo a David Lynch: Mulholland Drive e a casa do desaparecido.

Não vou parar de assistir pois não tenho mais nada agendado para os domingos a noite. Espero que o show se recupere e me surpreenda, mas o que estou esperando ansiosamente agora é o 2º episódio de Mr. Robot.

Em tempo: Athena é a deusa da sabedoria, não do amor. Será que o erro foi proposital?

Formações geodésicas nas rua de LA

Gente, que coisa mais bonita de se ver! A artista Paige Smith instalou essas formações rochosas geodésicas, que ela se refere como geodes urbanos, que são criados com papel, tinta em spray ou resina fundida em rachaduras e fendas aleatórias ao redor da cidade. Ela já instalou esses geodes na Espanha, Jordânia, Coréia do Sul, entre outros lugares. Para ver onde encontrar, dê uma olhada no mapa.

Urban Geode

 

Via Colossal

Putz… :(

Estou angustiada.

Não sou uma pessoa volúvel. Toda mudança acontece depois de muito estudo e preparação. Levei tempo me preparando psicologicamente para o caso de ter que voltar ao Brasil se não encontrasse um emprego aqui. Coloquei planos antigos in motion, e acho que esses planos são muito bons, pois não apenas são uma oportunidade nova, mas esta envolvido com algo que eu amo fazer. Retomar o projeto antigo me encheu de esperança.

Mas quando estou quase com o pé na porta de saída, recebo um email. Talvez um trampo vá sair. Isso quer dizer que eu tenho que ajustar tudo novamente. E ainda se fosse um trabalho ótimo, eu estaria mais feliz, mas no momento não tenho nem certeza de ser o caso. Pode ser bom, pode ser ruim, não sei.

E meus planos, o projeto, o que faço? Engaveto de novo? Ah…

Meu coração esta apertado, quero chorar, gritar, desaparecer. Estou cansada. 😥