Estou diminuindo aos poucos o tempo que passo na net. Estou exausta de ler/ver tanta bobeira que não adiciona absolutamente nada a minha vida, muito pelo contrário, me sinto irritada e desiludida com as besteiras que atravessam meu caminho. Sem falar no tempo precioso perdido em coisas nulas. Quem já não se pegou num site com fotos de LOLCats e FailPics 45 minutos depois de ter iniciado uma busca por um plugin? É como eu digo para a minha amiga Y., a internet é o black hole.
Enquanto isso, minha lista de coisas a fazer cresce a cada semana, coisas que me dão prazer, me enriquecem mentalmente e me dão orgulho, e é nisto que eu quero me fixar. Chega de tentar entender a ignorância e vulgaridade alheia, de suspirar um “não acredito nesta babaquice”, de clicar em links idiotas com infos desnecessárias. Comecei a me policiar mesmo quando visito um site como o HuffPost (um dos sites onde leio news e política) a não clicar naqueles links laterais com “notícias” sobre o final do casamento de Sandra Bullock ou as cirurgias de Heidi Montag ou a bundona de Kim Kardashian. Nunca comprei revistas de fofocas, nunca curti sites como o de Perez Hilton, mas percebo que mais e mais estas porcarias estão se infiltrando na minha vida pelas frestas, como baratinhas de armário, e justamente em sites que eu considerava “sérios” e onde me sentia afastada das baixarias.
Enfim, é quase verão, hora de fazer uma limpeza e desintoxicação mental.
Nas férias escolares do filho da minha chefinha sempre tenho mais trabalho e menos tempo livro para fazer o que eu gosto. Paciência.
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Copa do Mundo no USA é uma tristeza. Se não fosse a comunidade hispanica, o evento ia passar totalmente desapercebido.
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Muitas novidades técnicas: novo WordPress 3.0 (usando e aprovando); mudanças na máquina onde meus sites estão hospedados e arquivados (nenhum problema so far, e espero que continue assim); aprendendo Cocoa, que esta me deixando de cabelo branco; tentando desenhar pelo menos 2 vezes por semana; afinando minha técnica um Illustrator e Photoshop… E quando eu penso em todas as coisas que quero aprender, mas o pouco tempo que tenho, fico assim-assim.
Sophie Blackall, uma ilustradora de mão cheia, teve uma idéia genial: desenhar as pessoas que mandam recados pelo Missed Connections. Para quem não sabe o que é isso, é um cantinho no jornal (o Village Voice tinha um) ou no Craigslist, onde você pode mandar uma mensagem para alguém que viu apenas uma vez na vida, alguém que capturou seu olhar e com quem você gostaria de trocar palavras, um jantar, quem sabe casar e viver feliz para todo o sempre, mas perdeu a oportunidade. É um tiro no escuro, mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena (clichê, eu sei, mas não pude resistir).
“Terça-feira, 6 de abril de 2010 -MparaH – 28 (Chelsea)
Você: alto, cabelo castanho, um bigode incrivelmente volumoso, vestindo uma camisa xadrez verde e azul.
Eu: alta, loira, vestido preto e botas de chuva Burberry.
Eu embarquei no trem C direção uptown na rua 14th em torno das 10:50 da manhã de terça-feira. Você saiu na rua 23. Você estava me olhando. Intensamente. Você é realmente, ridiculamente, bonito.”
Eu sou uma romântica e espero que eles se encontrem. Para ver mais Missed Connection, visite o blog de Sophie.
Estou surpresa de não estar vendo mais sites de news (daqui e do Brasil) falando sobre o vídeo que mostra um jornalista da Reuters, Namir Noor-Eldeen, seu motorista Saeed Chmagh e outras pessoas sendo assassinadas em uma praça em Bagda por atiradores das tropas americanas. O vídeo é brutal, tanto pelas cenas tanto pelo que é dito pelos soldados.
O ocorrido foi em Julho de 2007 e a Reuters pediu uma investigação sobre o ocorrido e também o vídeo, que aparentemente não receberam, mas que vazou para o Wikileaks.com. O Pentagono disse que não houve quebra de protocolo e os soldados agiram corretamente. Tá bom, isso é pior do que o escândalo de Abu Ghraib na minha opinião.
No vídeo os soldados acham que a camera que ambos o jornalista e o motorista carregam é um RPG (uma arma que lança granadas) e pedem autorização para atirar. Recebem autorização e abrem fogo. Quando o motorista, ferido e desarmado, começa a engatinhar para se proteger, os soldados torcem para que ele aponte uma arma para que eles possam atirar. Um van se aproxima e tenta socorrer o motorista, mas os soldados pedem permissão mais uma vez para abrir fogo contra a van e recebem. Só que o Acordo de Genebra dita que pessoas que estejam ajudando os feridos não podem ser alvos!
Tropas terrestres se aproximam e quando descobrem que duas crianças estavam na van que eles acabaram de atirar estão gravemente feridas, dois soldados dizem:
SOLDADO 1: Bem, é culpa deles trazer seus filhos em uma batalha.
SOLDADO 2: Isso mesmo.
Amei a iniciativa do Design Police: notinhas que você pode imprimir e usar para corrigir aqueles erros dramáticos nos designs “amigos”. Pena estarem em inglês. Disponível em .pdf.
Eu detesto Facebook. Fiz uma conta assim que foi possível sem ser membro de uma faculdade e na época eu achei mais bonitinho que o Orkut, mas era chato porque não tinha quase ninguém que eu conhecia, só namorado e 1 amiga. Aos poucos fui adicionando uma pessoa ou outra, cheguei a usar e pagar FB para anúncios da minha empresa, mas a decepção veio com o “Beacon”, que abriu a privacidade das pessoas para todos e mais alguns.
Reclamei, avisei todo mundo, fiz campanha entre os conhecidos. As pessoas me chamaram de exagerada, radical. Bom, se você não se importa que todos saibam da sua vida, dos sites que você visita e até mesmo das compras que faz e se não esta vendo que FB esta se transformando num gigantesco marketing tool para lhe empurrar goela abaixo mais coisas que você não precisa, paciência. Eu deletei a minha conta, que diga-se de passagem foi uma dificuldade tremenda e não olhei para trás, esqueci de FB.
Até que recentemente eu vejo que alguns sites querem que você use sua conta de FB para acessar, para cadastrar, para participar, o tal “true login“. Hello, eu não vou fazer uma conta no FB para saber as novidades do seu produto, para testar seu software ou receber seu newsletter! Simplesmente vou clicar no concorrente que não exige mais do que um email e ás vezes nem isso.
Ontem eu li sobre o FB dividindo suas informações com sites que eles pre-aprovaram. De novo. Você visita site X e ele já sabe seu nome, data de nascimento, seus amigos, seu email, sua localidade e o que mais você tiver no seu FB. Beacon revisited. E engraçado, essa opção é a default. Quer dizer, eles assumem que você quer dividir estas info com todos e para manter alguma privacidade (haha, privacidade no FB) você precisa desabilitar nas preferencias, que vamos e venhamos, o usuário “comum” não sabe usar e vai acabar deixando como esta para não “quebrar” seu profile, isso se ele perceber o que esta acontecendo, pois o usuário “comum” é bem leigo sobre internet. Como esquecer o fiasco do “facebook login” que aconteceu mês passado, onde centenas de usuários do FB que usam o google para chegar na página de login do FB caíram numa página com uma matéria sobre o FB e começaram a reclamar, não reconhecendo o site pelo que ele é, um site de notícias com um artigo sobre o FB. Parece piada, mas a verdade é que o usuário mediano sabe pouco sobre o que esta acontecendo nos bastidores. Muita gente não sabe o que é um browser ou o que o google é uma ferramenta de busca. Não acredita? Veja o video no final do texto.
Enfim, expliquei minha antipatia com o FB e se fez sentido para você, desative sua conta por lá e diga para todos o motivo. Se não, tudo bem, mas se não quiser ser “reconhecido” em sites que nunca visitou antes porque o FB gosta de dividir seus detalhes, procure nas preferências como bloquear isso. E delete os cookies de vez em quando. E os supercookies (LSO). E use Firefox em vez de Internet Explorer.
Lendo o que esta rolando de novo no First Showing, me deparo com esta gema: o curta de Spike Jonze (Being John Malkovich, Where the Wild Things Are e Adaptation) I’m Here esta disponível para a gente assistir online. Mas tem um catch: é como se fosse sessão de cinema e apenas um número X de pessoas pode assistir por sessão. Aconselho você a visitar o site oficial e descobrir quando é a próxima. Na página inicial, coloque ano, mês e dia para prosseguir.
O curta I’m Here (Eu estou Aqui) conta a história de dois robos que se apaixonam. Estou ansiosa e pretendo pegar a “sessão” do meio-dia. Há!
Qual tipo de bêbado é você? Eu sou a dorminhoca. Depois de beber um pouco, principalmente vinho tinto, só quero dormir e nada mais. No site da Heineken você pode ver tipos engraçados -e manjados-, como o exibicionista, o briguento e o mão boba, entre outros. Veja os sinais.
Detesto inconstâncias. Seja no restaurante onde almoço com frequência, onde eu espero que o chef não mude a mão no tempero e “estrague” o sabor do meu prato favorito, no supermercado onde faço minhas compras semanais e onde detesto ter que percorrer corredores repletos de junk food a procura de algo que foi mudado de lugar, só citando alguns exemplos. Para as coisas mundanas que eu faço no piloto automático, prefiro que continuem sempre igual. Se quero mudanças, eu as crio.
Logo, tem algo que me deixa P. da vida toda vez que limpo os cookies do meu browser. O Yahoo é temperamental e o link no cantinho que diz “Switch to narrow view” simplesmente SOME! Só para um dia, do nada, reaparecer.
Diabos, really? Really? Não quero mover as News para o top, quero a narrower view! Se alguém souber como resolver isso, por favor, me avise. Obrigada.
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