História dos Icones

Que viagem no tempo! Adorei este site que conta brevemente, e usando imagens, a história dos ícones. A lata de lixo do mac OS (que quando comecei a usar era flat), os folders isométricos que vieram depois, uau, que saudades…

Historia dos Icones

Sou ou não sou o que penso que sou?

Terminei o curso de psicologia da Yale e confesso, ele abriu novos horizontes. O professor Paul Bloom é excelente, cativante, faz a gente se interessar naquilo que ele esta dizendo, e tive grande insights durante o curso. Um deles foi perceber o quão importante é tentar ter uma visão mais real de si e das situações em geral. O professor confirma aquilo que a gente já desconfiava quando diz a que não nos percebemos realmente.

Quando fazemos uma cagada, ah, estamos tendo um dia ruim, demos azar, alguém puxou nosso tapete, enfim, não somos bestas, foram as circunstâncias. Quando outra pessoa faz uma cagada, putz, que pessoa idiota, cretina, não sabe nada, é um imbecil mesmo. E por ai vai: nosso time é o melhor, o outro só tem ladrão e perneta; nossa escola é melhor; nossa idéia é a correta, etc e tal. Percebeu? Somos sempre extremamente generosos com nós mesmos e demasiadamente críticos com os outros.

Ciente disso, frequentemente me pergunto se o que acho correto é realmente correto, e não apenas porque “é meu”. É importante estar atento e ter um grupo de pessoas para ajudar a equilibrar os pratos da balança, de preferência que pensem diferente, já que naturalmente nos cercamos de semelhantes. O problema é achar pessoas que pensem assim e que estejam abertas a troca de idéias.

Final de semana passado passei um par de horas em busca de um grupo/forum/site/blog onde eu pudesse ler uma opinião que fizesse um contraposto a algumas opiniões que tenho. Depois de cavar bastante, achei um site que pareceu ter a idéia certa, debates sobre diversas questões atuais com todos expondo seus pontos de vista. Li alguns textos, que infelizmente citavam muitos “fatos”, mas carecia de fontes, o que é um problema quando os tais fatos são a base da discussão, mas o que me surpreendeu foi quando percebi que no fundo o site não estava aberto ao debate e troca de pontos de vista, mas é uma fonte de ensino para leitores que desejam ganhar um debate. Dicas das falácias a evitar, outras sutis a empregar, como minar o outro, soterrá-lo com informações que não podem ser verificada, enfim, era um bê-a-bá de como ganhar um debate.

Eu sei que algumas pessoas precisam aprender o básico de uma troca de idéia, como por exemplo quais são as falácias mais comuns, para que a conversa fique pelo menos no mesmo nível intelectual, mas a parte mais importante de um debate, que é OUVIR, PENSAR e REFLETIR sobre aquilo que o outro esta falando, para depois fazer PERGUNTAS, isso tudo passou batido, já que o plano consiste basicamente em atacar, se fingir de surdo, jogar fumaça para obscurecer e rinse & repeat.

Depois dessa, a impressão que eu tenho é que muitas pessoas não querem ouvir uma opinião diferente, não querem o desafio, o importante é sair por cima. É parecer ser inteligente, sem ser realmente inteligente, porque, convenhamos, uma pessoa inteligente não precisa de listinha de ataque/defesa, já que ela ao ouvir o que o outro esta falando, consegue entender o que esta sendo dito e se for bobagem, vai, obviamente, questionar.

A armação toda me pareceu tão contra intuitiva e focada no ego, que pensei no professor Bloom. O importante é preservar a noção de que se é melhor do que o outro, o sentimento de superioridade. O debate, o possível crescimento, o conhecimento, isso tudo não tem a menor importância. É decepcionante ver tanta gente que poderia estar aprendendo a pensar, mas esta interessada em seguir receita para manter o ego intacto e suas opiniões engessadas…

Mídias socias e Eu

Uso internet desde 1995, e de lá para cá, muita água já passou por debaixo desta ponte. AMO internet e tecnologia com todas fibras do meu ser, e lembro direitinho do meus primeiros anos “surfando” na net, via telefone e modem de 4800, conversando com pessoas via IRC. Era sensacional, novo, um “barato” poder trocar idéias com pessoas do outro lado do mundo em tempo real. Isso foi bem antes das indagações e classificações começarem, tipo A/S/L (idade, sexo e localidade) que ficaram populares em chats de sites como o UOL e Terra, muitos anos depois.

Lembro dos amigos que fiz no The Palace, um site de chat com um visual gráfico, com “salas” onde podíamos entrar e conversar com os outros ocupantes, todo mundo representado por um avatar bem tosco.

Palace Chat

E o tempo que levada para carregar uma imagem ou .gif animado no Netscape Navigator? E o logo do Netscape que era animado? A alegria de instalar o browser CyberDog da Apple em 1996, mas descobrir que não era tão bom quanto o Nestcape…

Netscape Navigator

E quando comecei a blogar, em 1999, usando o fresquinho Blogger, mas que naquela época não me dava as opções que queria, o que me levou a instalar o Greymatter de Noah Grey no meu Dreamhost, até mudar para o Movable Type no final de 2001, que usei até conhecer o WordPress em 2003 e que se tornou o meu CMS até os dias de hoje.

Netscape Navigator

Naquela época não existia monetização. As pessoas blogavam porque tinham vontade de se conectar com as outras pessoas e muitas vezes, dividir o que sabiam. Foi uma época maravilhosa, onde o senso de comunidade era super presente. Quando Google deu a opção de monetizar os blogs com o adsense, eu torci o nariz: da mesma maneira que não gostava de entrar num blog e vê-lo poluído com anúncios (muita gente não tinha noção e os guidelines eram abusados frequentemente), decidi não fazê-los nos meus blogs. E como era de se esperar, quando $$$ entrou na jogada, as coisas mudaram.

Durante muitos anos blogar foi o supra sumo da internet, até a monetização se expandir para o YouTube: daí as pessoas optaram pela simplicidade de gravar videos, muita vezes com seus celulares, e ganhar uns trocos, e blogar caiu em desuso.

Bom, de lá pra cá sabemos bem o que aconteceu: Facebook explodiu, smart phones também e a década do EU se estabeleceu com força total. Esses últimos 6 anos tem sido interessantes, mesmo que frustrantes. Blogs, a não se que tenham um nicho, estão praticamente mortos; canais no YouTube sem substância tem milhões de inscritos, enquanto canais bons não registram no radar; Instagram virou a central universal do umbiguismo; Facebook é o local para ler textão cheio de erro gramatical e perder toda fé na humanidade com as respostas rasas e imbecis; Twitter é onde tudo acontece em 2ª mão, com muitas cabeças pensantes que se expressam divinamente em 160 caracteres, mas onde tem também muito lixo; Reddit tem lixo também, mas é onde tudo acontece em 1º lugar e de onde grandes jornais e TVs pescam suas matérias. Reddit esta integrado a minha rotina e é em disparado minha social media favorita.

E os outros? Google+ é café com leite: gosto, pois me lembra um pouco Orkut, e é por lá que eu escolhi postar as imagens do Naftalina. Flickr é muito bom, uso sempre, tanto para postar fotos quanto para ver o que as pessoas que eu gosto estão postando. Eu acho o Flickr uma fonte de inspiração sensacional. Pinterest é okay, mas não me interessa muito. Snapchat e What’sUp, neh, tô fora, não tenho interesse nenhum. Periscope é legal, mas sub-aproveitado na minha opinião. Linkedin é boring para cacete, o Facebook dos carreiristas, é essa a impressão que tenho. Tumblr, assim como Flickr é excelente para se inspirar. Coleções sensacionais de imagens, é só seguir as pessoas certas, do contrário, pura rebeldia adolescente e dramalhão. Vine é cool, mas uso pouco. Enfim…

Depois de 21 anos na internet, a sensação que eu tenho é que em muitos aspectos estamos regredindo. As comunidades estão se segregando em seus nichos; a quantidade de lixo é tão grande que tanto no Youtube quanto no Twitter, tenho dificuldade em achar pessoas ou canais interessantes para seguir. Sites, nem se fala, quase impossível achar um site legal se não for indicado por algum conhecido.

E tem o lance da retenção. As mídias socias querem que o usuário passe o maior tempo possível no seu serviço, mesmo que para alcançar esse objetivo eles te tratem como bebezinho. Google filtra tudo e só mostra o que ele acha que você quer ver. Facebook faz a mesma palhaçada, por isso parei de usar Google como meu search engine (uso DuckDuckGo) e Facebook can suck my ass, porque só entro lá 3 vezes ao ano. FB é odioso e a apatia com que seus usuários continuam a usar a plataforma é assustadora.

E já que entrei nesta viela, os algoritmos do YouTube gostam de empurrar lixo que ele entendeu como BOM, toda vez que logo tenho que clicar que não estou interessada na sugestão de vídeo/canal bostinha, porque ele não entendeu das outras 32 vezes que eu cliquei “não estou interessada“. Isso acontece porque ele entende por “bom vídeo” aquele que além de ter milhões de views, é visto na integra. Não YT, não quero ver o video de Camila Pitanga desesperada. Sim, o vídeo tem mais de 6 milhões de views e de tão curto, provavelmente tem view retention de 100%, mas não é um vídeo BOM!

Na boa, tem muito conteúdo bom no YT: criadores excelentes, tutoriais fantásticos, web séries de humor, mas eu não vejo a hora de aparecer um concorrente e as pessoas começarem a usar outra plataforma. Porque o melhor do YT são os criadores que colocam conteúdo de qualidade. Sem eles, YT vai pro saco.

Enfim, eu sei que pra grande maioria, tudo isso é muito novo. Mais uns 10 anos e as coisas devem estar num patamar melhor. Mas para quem esta usando a net a mais de 20 anos, eu imaginei que neste ponto a gente estaria num local melhor do que estamos em todos os fronts, e principalmente mais unidos pelas nossas semelhanças do que separados pelas nossas diferenças.

Paciência e esperança é o que preciso.

The Most Popular Girls in School

Não sei como esta web serie passou desapercebida no meu radar! Comecei a assistir semana passada e estou viciada. Super engraçada, os escritores são excelentes, assim como os voice actors. Super recomendo para todo mundo que deseja dar boas risadas. 😂

Me deu a maior vontade de voltar a fazer vídeos, quem sabe machinimas?

 

Dando um tempo do Twitter

Eu adoro o Twitter. Sigo pessoas legais e interessantes dos mais diversos meios e quase sempre me deparo com coisas bacanas.  Mensalmente faço uma limpeza na conta, sigo gente nova, páro com aqueles que parecem disco riscado e assim vai. É divertido e pode ser informativo, mas infelizmente percebi que 1) estou perdendo muito tempo no aplicativo e 2) muitas vezes estraga meu humor. Muita coisa ruim ganhando destaque e coisas boas passando desapercebidas. Fora que, como falei, tem aquelas pessoas queridas que parecem um disco riscado. Sempre o mesmo tópico e nunca com uma solução para o problema.

Para poder manter a nossa sanidade mental é preciso dar uma relaxada de vez em quando. Olhar coisas diferentes, ouvir coisas diferentes, dar umas boas risadas e tentar manter a esperança de que podemos sim mudar o mundo. Ficar só na reclamação, dia sim, dia também não vai resolver nada.

Dando um tempo do Twitter

Tem uma coisa que o Gandhi, a madre Teresa ou Thich Nhat Hanh, (não me lembro bem quem, sorry) falou uma vez que eu achei muito bom e desde então eu transformei em frase da vida. Ela é mais ou menos assim: “não me chame para fazer um protesto contra a guerra, me chame para fazer um protesto a favor da paz.” Parece a mesma coisa, mas a diferença é que quando vamos para o lado positivo, em busca de mudança, conseguimos atingir aqueles que pensam como a gente, mas que acham que estão só, e assim eles podem se juntar a nós. Prá que ficar gritando com aqueles que não querem ouvir, que não querem entender? Baita energia jogada fora, ainda mais nestes dias nebulosos em que certas pessoas fazem questão de não entender…

Enfim, o que eu queria dizer é que infelizmente no momento estou sentindo que o Twitter esta muito semelhante a câmara de eco que é o facebook e que posso empregar minha energia em locais melhores e de maneira mais positiva. Então vou tirar um summer break do Twitter. C u soon.

Cheers!