Sou ou não sou o que penso que sou?

Terminei o curso de psicologia da Yale e confesso, ele abriu novos horizontes. O professor Paul Bloom é excelente, cativante, faz a gente se interessar naquilo que ele esta dizendo, e tive grande insights durante o curso. Um deles foi perceber o quão importante é tentar ter uma visão mais real de si e das situações em geral. O professor confirma aquilo que a gente já desconfiava quando diz a que não nos percebemos realmente.

Quando fazemos uma cagada, ah, estamos tendo um dia ruim, demos azar, alguém puxou nosso tapete, enfim, não somos bestas, foram as circunstâncias. Quando outra pessoa faz uma cagada, putz, que pessoa idiota, cretina, não sabe nada, é um imbecil mesmo. E por ai vai: nosso time é o melhor, o outro só tem ladrão e perneta; nossa escola é melhor; nossa idéia é a correta, etc e tal. Percebeu? Somos sempre extremamente generosos com nós mesmos e demasiadamente críticos com os outros.

Ciente disso, frequentemente me pergunto se o que acho correto é realmente correto, e não apenas porque “é meu”. É importante estar atento e ter um grupo de pessoas para ajudar a equilibrar os pratos da balança, de preferência que pensem diferente, já que naturalmente nos cercamos de semelhantes. O problema é achar pessoas que pensem assim e que estejam abertas a troca de idéias.

Final de semana passado passei um par de horas em busca de um grupo/forum/site/blog onde eu pudesse ler uma opinião que fizesse um contraposto a algumas opiniões que tenho. Depois de cavar bastante, achei um site que pareceu ter a idéia certa, debates sobre diversas questões atuais com todos expondo seus pontos de vista. Li alguns textos, que infelizmente citavam muitos “fatos”, mas carecia de fontes, o que é um problema quando os tais fatos são a base da discussão, mas o que me surpreendeu foi quando percebi que no fundo o site não estava aberto ao debate e troca de pontos de vista, mas é uma fonte de ensino para leitores que desejam ganhar um debate. Dicas das falácias a evitar, outras sutis a empregar, como minar o outro, soterrá-lo com informações que não podem ser verificada, enfim, era um bê-a-bá de como ganhar um debate.

Eu sei que algumas pessoas precisam aprender o básico de uma troca de idéia, como por exemplo quais são as falácias mais comuns, para que a conversa fique pelo menos no mesmo nível intelectual, mas a parte mais importante de um debate, que é OUVIR, PENSAR e REFLETIR sobre aquilo que o outro esta falando, para depois fazer PERGUNTAS, isso tudo passou batido, já que o plano consiste basicamente em atacar, se fingir de surdo, jogar fumaça para obscurecer e rinse & repeat.

Depois dessa, a impressão que eu tenho é que muitas pessoas não querem ouvir uma opinião diferente, não querem o desafio, o importante é sair por cima. É parecer ser inteligente, sem ser realmente inteligente, porque, convenhamos, uma pessoa inteligente não precisa de listinha de ataque/defesa, já que ela ao ouvir o que o outro esta falando, consegue entender o que esta sendo dito e se for bobagem, vai, obviamente, questionar.

A armação toda me pareceu tão contra intuitiva e focada no ego, que pensei no professor Bloom. O importante é preservar a noção de que se é melhor do que o outro, o sentimento de superioridade. O debate, o possível crescimento, o conhecimento, isso tudo não tem a menor importância. É decepcionante ver tanta gente que poderia estar aprendendo a pensar, mas esta interessada em seguir receita para manter o ego intacto e suas opiniões engessadas…

Eu não entendo…

Veja bem, super importante chamar a atenção das pessoas para os Jogos Paraolímpicos que vão rolar em setembro, e dar visibilidade justamente para os atletas envolvidos. Então, por que fotoshopar uma deficiência em pessoas famosas que não são deficientes, quando temos pessoas deficientes que superaram muita coisa e estão ai mostrando ao mundo sua força e talento? Qual a necessidade de esconder os atletas? Eu entendo o motivo das pessoas estarem revoltadas com a campanha da Vogue Brasil e agência Africa.

O que eu não entendo são os responsáveis pela cagada, quando criticados, ao invés de parar, pensar, ver onde e porque se deu o erro e pedirem desculpas, ficam jogando a responsabilidade para outros, num empurra-empurra. De fora, a impressão que tenho é que são um bando de incompetentes que não sabem lidar com críticas. E o profissionalismo, onde está? Agora no Twitter esta rolando que a atriz Cléo Pires disse que as pessoas criticando a foto estão com inveja? Ah pára, vai. Espero que seja boato, pois uma resposta desta seria a cereja neste bolo de merda que eles criaram.

Para saber mais sobre o que estou falando, clique aqui.

Semana de horror

Estou dando um tempo das mídias sociais, principalmente Twitter. Com tanto horror que aconteceu esta semana, seja no Brasil, no US, e enfim, no mundo, a impressão que tenho é que cada vez que uma tragédia ocorre as ratazanas saem dos escombros para vomitar seu ódio.

Que horror o que aconteceu em Orlando! E claro, com os corpos ainda quentes e detalhes do ataque nebulosos, vem o babaca mor, trump, dar pitacos, com sua xenofobia e narcisismo que eu simplesmente não tolero mais. E Venezuela, um caos total: imagine não ter comida para comprar? E o assassinato sem sentido da parlamentar britânica Jo Cox, e claro, a crise no Brasil: corrupção, Rio de Janeiro quebrado, corrupção.

Ler notícia hoje em dia é pedir para passar raiva, nojo, apreensão e tristeza e ter a confirmação de que o ser humano é capaz das piores torpezas. Sempre faço o equilíbrio: penso nas pessoas que estão fazendo coisas boas, que estão ajudando as pessoas desfavorecidas, que estão lutando por um mundo melhor, que estão tentando trazer um pouco de luz a esse porão escuro.

Tenho certeza de que são milhares de pessoas distribuindo ajuda e apoio ao redor do mundo, mas assim como Jo Cox, uma mulher que lutava por coisas corretas e pelo little guy, são pessoas que nunca ouvimos falar porque só o que importa para a mídia são os vômitos raivosos de tipos como trump. Gente decente fazendo a coisa certa não dá ibope.

Sobre Brasil, me surpreende como a população ainda não se rebelou de maneira violenta contra todas as coisas erradas que permeiam a nação. Sou contra toda e qualquer violência e acredito que a melhor maneira de mudar a sociedade é mudando a nós mesmos. “Seja a mudança que você quer ver no mundo” disse Gandhi.

Porém mesmo acreditando na paz, chega uma hora em que é difícil controlar a bílis e a vontade é sair no braço. Taí a necessidade do auto-controle e do step back. Eu pessoalmente não quero sair no pau com os políticos canalhas, mesmo passando muita raiva ao ver a cara deslavada de muitos que “mentem que nem sentem”. Gostaria que a justiça fosse feita e que eles tivessem a pena merecida por fraudar mais de 200 milhões de brasileiros. Mas infelizmente justiça no Brasil é uma quimera. E a decepção acumula, se junta a raiva. E esse sentimento internalizado acaba me fazendo um mal danado: insônia, irritabilidade, sentimento de impotência, falta de apetite, tristeza. Engolir sapo não é fácil.

Enfim. Que semana de horror! Que mês de horror! Arrisco até a dizer, que ano de horror.

Ressaca política

Estou de ressaca política. Não aguento mais as pessoas falando de política como se estivessem falando de futebol ou BBB. Na boa, já deu. Ponderei em escrever sobre isso, mas não consegui segurar: estou de saco cheio.

Mas entenda, não estou de saco cheio de política. Sim, what a fucking mess, mas na minha opinião política deveria ser ensinada na escola, já que temos que conviver com as consequências dela, quer você queira, quer não. É importante saber o que os governantes fazem, como votam, quais medidas querem passar, como estão representando nossos interessantes e se ESTÃO de fato nos representando.

E claro, estamos vivendo um momento importantíssimo. Todo esse interesse sobre política nestes últimos tempos é o que de mais saudável aconteceu na última década no Brasil, mas agora precisamos melhorar a qualidade do debate.

Vejo muitos que não passam da manchete e já se acham aptos a dar seminário sobre o assunto. Política, como quase tudo na vida, é um tópico cheio de nuances. É preciso ir além da manchete sensacionalista e ás vezes ir atrás das lacunas que a matéria, por baixa qualidade ou interesse pessoal, deixou vazia. É aquele lance de olhar a imagem toda, não focar simplesmente num canto.

Facebook parece ser o refúgio dos novos “cientistas políticos” sabichões. Textão (quase sempre com erros gramaticais) onde o/a autor(a) vomita toda sua rasa retórica. Não existe nada mais brochante do que descobrir que aquela pessoa que você achava interessante 1) não sabe escrever e 2) não sabe do que esta falando. É aquele banho de água fria do qual raramente consigo me recuperar. Felizmente eu DETESTO fb e posso passar meses sem entrar, o que minimiza as decepções. Mesmo assim o discurso pobre acaba vazando para o Twitter e outras mídias sociais, para engrossar o coro dos boçais locais, claro.

Ressaca política

E é exatemente disso que estou de saco cheio: argumentos vazios, falta de informação ou informação torta ou errada ou mentirosa, gente se atacando gratuitamente, uma certa negação da reflexão. Hoje em dia é tudo a toque de caixa, mas é preciso um pouco de tempo para ponderar as ramificações quando tratamos de assuntos que tocam a TODOS os brasileiros, sem exceção.

Política não é fácil, eu gosto do tópico e leio com frequência. Sou uma pessoa bem informada, e me considero inteligente. Mesmo assim em vários momentos eu não me sinto informada o suficiente para emitir um parecer. Posso dar a minha opinião, mas friso que é só isso, minha opinião. Pode estar certa, pode estar errada. Posso, ao saber de detalhes que antes eram desconhecidos, mudar meu ponto de vista.

E taí outro problema, além de argumentos superficiais, muita gente esta engessada na sua “posição”. A situação é dinâmica, mas tem gente que não arreda pé. Cimentados, congelados. Múmias?

Isso me lembra aquele tidbit que aconteceu entre um cientista ateísta e um religioso, onde o cientista perguntou ao religioso se diante de provas de que não existe deus ele acreditaria, ao que o religioso disse que mesmo com provas ele continuaria acreditando em deus, e perguntou ao cientista se ele tivesse provas da existência de deus, se ele acreditaria, e o cientista ateu respondeu “se as provas forem irrefutáveis, eu admito estar errado.”

É este fervor cego que paralisa e empobrece o diálogo, e que na minha opinião não tem lugar em assuntos sérios. Falta aquela humildade que faz de nós eternos estudantes e sobra a soberba de quem acha que tudo sabe. Ou como já disse alguém mais inteligente:

O problema fundamental é que no mundo moderno os estúpidos são convencidos, enquanto os inteligentes estão cheios de dúvida.
– Bertrand Russell

Cultura do estupro?

Assisti The Hunting Ground recentemente, um documentário que trata sobre estupro nas prestigiosas faculdades americanas, como os casos são jogados pra baixo do tapete e o quanto essa experiência é devastadora para os estudantes e suas famílias.

Deprimente, mas não posso falar que estou surpresa. A maior preocupação das faculdades é lucrar e perpetuar seu prestígio, para que, obviamente, continuarem lucrando. Ouroboros. Em casos onde o acusado faz parte da equipe atlética, a trama é ainda mais tenebrosa, já que a importância do atleta a seu time supera a necessidade de justiça para a vítima. A parte positiva é ver as vítimas unidas em busca de mudanças.

Cultura do estupro

Foi pensando neste doc, no estupro coletivo e todo debate sobre a cultura do estupro que pensei em postar o vídeo da Marcia na comunidade brasileira do Reddit. Não sou membro ativo e o Reddit em si é um buraco negro, você nunca sabe como seu comentário vai ser recebido, mas já vi discussões interessantes na comunidade brasileira e algumas cabeças pensantes. Mas desisti quando uma rápida lida nos tópicos da comunidade me lembrou discussões anteriores sobre estupro.

Sempre que o tópico de estupro aparece, um grupo de membros, ao invés de discutir sobre o ocorrido ou simplesmente ignorar se o tópico não interessa, começam a falar do problema das mulheres que mentem que foram estupradas e/ou como “sabemos que x estupros não são reportados, já que eles não são reportados”? TODA santa vez a mesma ladainha. Por que? Qual a dificuldade em ter empatia com a pessoa que sofreu a agressão e abrir um tópico sobre estatísticas de falso estupro no outro dia?

Nunca vejo questionamentos sobre a percentagem de assaltos falsos, mesmo tendo certeza de que devem acontecer, assim como devem acontecer acusações falsas de estupro. Porém no momento em que uma pessoa apresenta a queixa, no momento em que esta vulnerável, porra, esse não é o momento de duvidar do que ela esta falando. Ouvir, dar apoio moral, coletar evidências e encaminhar para que as autoridades competentes façam seu trabalho. Não é meu dever julgar se a pessoa que disse que foi estuprada foi mesmo ou se ela esta mentindo.

É impressionante como uma parcela das pessoas são ignorantes, ou se fazem, não sei. No caso do estupro coletivo muitos acham que a garota esta mentindo porque ela era ativa sexualmente e supostamente já tinha participado de orgias. E/ou estava metida com bandidos, então mereceu o estupro.

O que dá para perceber é para muita gente estupro é só quando a mulher é pura e do lar, do contrário, teve o que mereceu e/ou esta mentindo porque se arrependeu. Imagino que para essas pessoas seja impossível estuprar uma prostituta, né?

E como se não bastasse tanta gente acéfala, a mídia que não sabe escrever sobre estupro sem florear o crime, ainda temos, para fechar com chave de ouro, policiais expondo e vomitando opiniões vergonhosas sobre o caso.

A sensação que tenho ás vezes é que estamos cercados de sociopatas que não conseguem ver o outro como ser humano, como semelhante. Humano é ele, os outros são o estorvo, o lixo, o nada, o ninguém.

As verdades que ela não diz – Review

Hoje em dia se eu não gosto de alguma coisa, não perco meu tempo escrevendo sobre essa experiência, seja um filme, um livro, um restaurante… Quanto menos a coisa significa pra mim, menos ligo se foi bom ou ruim. Claro que ligar o whatever é um aprendizado e nem sempre 100% infalível, mas percebo que é a melhor maneira de me estressar menos.

Outra coisa que aprendi foi: se não esta bom, larga e parte pra outra coisa. Livro, filme, restaurante, taxi fedido, etc. Durante quase toda minha vida eu sentia obrigação de terminar o livro que tinha começado, por exemplo. Fazia um investimento emocional e ia até o fim, não importa se estava bom ou ruim. E pra que isso? Não faz sentindo nenhum se sacrificar assim. Finalmente caiu a ficha e comecei a abandonar livros que não me cativaram. No 1º capítulo, nos 50%, não importa, dei a chance, não rolou, ciao e próximo! Existem mais livros no mundo que eu quero ler do que tempo para lê-los, então a seleção tem que acontecer para que o tempo seja usado para a leitura que vai me trazer prazer ou conhecimento ou questionamento ou pura diversão.

Estava lendo As verdades que ela não diz, de Marcelo Rubens Paiva e infelizmente tive que usar a regra acima e parei de ler, ao mesmo tempo que vou contrariar a primeira regra descrita.

As verdades que ela não diz é um livro de contos sobre o universo feminino, mas que deixa muito a desejar. De início achei que o problema fosse se tratar de contos: curtos, sem tempo de profundidade, eles podem trabalhar contra o escritor. Mas daí lembrei de Fugitiva, de Alice Munro, que li ano retrasado e como este livro de contos sobre mulheres é maravilhoso. Sem dificuldade nenhuma consigo lembrar daquelas mulheres e suas vidas. Infelizmente não posso dizer o mesmo sobre as mulheres do Marcelo. Poderiam mesmo ser o mesmo fantasma de uma mulher em várias situações da vida, tão pouco sei do que são feitas.

As verdades que ela não diz

Sim, definitivamente o problema não é o formato, é o conteúdo. Nenhum daqueles personagens descritos por Marcelo tem dimensão. Li sobre seu cotidiano, mas não sobre o que estavam vivendo interiormente. E, oras bolas, esse não é um dos motivos de lermos, para podermos experimentar a vida pela visão de outro ser?

Quando os personagens são rasos, um livro não tem muita diferença de uma pessoa que eu sigo no Twitter ou Instagram: eu sei o que essas pessoas fazem e dizem, mas não sei sobre o que as motiva realmente.

Foi decepcionante, pois eu queria mergulhar neste universo feminino cheio de surpresas e reviravoltas que foi prometido na contra-capa do livro, mas aos 40% percebi que não tinha nada a ser ganho e parei de ler. É uma pena, pois eu respeito este escritor, mas não consigo investir meu tempo se não vejo retorno.

Talvez tenho sido um erro ler um livro assim logo depois da enxurrada emocional de Karl Ove Knausgård, mas enfim. Tentei. E se quiser ler um excelente livro de contos sobre mulheres, leia a Fugitiva de Alice Munro.

As verdades que ela não diz (Amazon)

Fugitiva (Amazon)

Tim Burton no MIS

Tive a oportunidade de ir na exposição do Tim Burton 2 vezes: primeira no LACMA em 2011 e agora no MIS em São Paulo. Tim Burton, um poço de criatividade, merece muitas visitas para que a gente possa admirar todo seu talento, mas infelizmente fiquei decepcionada com a mostra em São Paulo.

Foi minha primeira visita ao MIS e confesso, me decepcionei. Esperava mais do museu em si, e infelizmente a mostra não é tão abrangente como a que vi em Los Angeles. Sei que estou acostumada a qualidade de 1º mundo (isso soa a coisa de gente metida, mas a verdade é que TODOS deveríamos exigir qualidade de 1º mundo das coisas que pagamos) e deveria ajustar minha calibragem quando passo pelo Brasil, mas não consigo. Impossível não comparar.

Achei que faltou uma certa “energia” para apreciar Tim Burton e toda sua magia, e essa é minha principal crítica. Eu sei que as exposições se dividem e não são completas em todos os países que visitam, mas a energia, o clima “Burtonesque” poderia, com sons e iluminação adequados, ser recriado para dar uma imersão maior e aquela sensação de envolvimento com o que estávamos vendo.

Tim Burton

Enfim, pelo menos dei sorte e o museu estava vazio e pudemos ver tudo com calma e sem empurra-empurra. Adorei o escorregador, bateu descer as escadas com certeza. 😉

Estrada de Ferro D. Pedro II

Mais um novo livro da editora Siana Press: Estrada de Ferro D. Pedro II. O livro é uma coletânea de ilustrações criada pelo Instituto Artístico Imperial (Rio de Janeiro), a pedido do então Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas e publicada em 1867.

A obra mostra os pontos mais importantes da Estrada de Ferro D. Pedro II, assim como as plantas das pontes sobre os rios Sant’Anna, Sacra Família, Rio das Mortes, Piraí e Parahyba (Rio Paraíba do Sul).

Estrada de Ferro D. Pedro II

Um dado interessante é a história da estrada de ferro. Quando a república brasileira foi proclamada em 15 de Novembro de 1889, a Estrada de Ferro Dom Pedro II foi rebatizada e virou Estrada de Ferro Central do Brasil (oficialmente mudada no dia 22 de Novembro). As obras de ampliação continuaram durante muitos anos, principalmente com extensões que incorporaram linhas já existentes, mas infelizmente a deficiência de alguns ramais acabou prejudicando a rentabilidade das principais linhas.

Mesmo assim, para aqueles que gostam de história como eu, é curioso ver as fotos e planos de construção desta obra histórica.

Para saber mais, baixe o livro gratuitamente do site oficial da Apple.

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Como assim, Geraldo Alckmin?

Como assim, Geraldo Alckmin? Confesso que estou um pouco confusa. Não era o digníssimo que estava com Aécio Neves no dia 13/03/2016 no Palácio dos Bandeirantes, para juntos irem ao protesto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff na Avenida Paulista? Aquele triste domingo, lembra, onde os seus semelhantes, que deveriam tê-lo recebido de braços abertos, mas como que por mágica ou Dom Perignon, tiveram um momento de lucidez e acabaram hostilizando você e Aécio?

Pois senhor governador, até outro dia estavas a pedir a cabeça, perdão, o impeachment da presidente Dilma Rousseff junto com vários colegas, para agora, no dia 21/04/2016 em uma reunião com grandes empresários, dizer que falta um motivo para o impeachment e se Dilma cair por razão frágil, como as pedaladas fiscais, existe risco para a democracia?

Poxa senhor governador, assim não dá para te entender! Será que a vaia daquele domingo baixou seu facho? Ou talvez as multidões que são contra o impeachment amoleceram esse coração? Ou quem sabe, jornalistas de peso e respeito do mundo todo, com suas análises certeiras começaram a lhe abrir os olhos? Ou ver como os colegas, fanáticos ensandecidos, mordem a mão que lhes alimenta, lhe meteu aquele medinho de que talvez a sua seja a próxima merenda? Será que brotou o bom senso ou foi só a auto-preservação que bateu forte?

Enfim, Geraldo Alckmin, mudaste de opinião. Excelente! Mas fica a dica: seja menos frívolo e leviano nos seus posicionamentos futuros, principalmente os que envolverem a vida de milhões de brasileiros.