Brasil!
Aqui vou eu!
… só por 10 dias, mas mesmo assim, que alegria!
Aqui vou eu!
… só por 10 dias, mas mesmo assim, que alegria!
Depois do blablabla de semana passada (ou retrasada?) de que Lady Gaga copiou o estilo de Cristina Aguilera e Grace Jones, eu digo: ela copiou foi a Elke Maravilha! Vocês não concordam comigo, meus lindinhos?

Sem vergonha, porque já passei da idade de ter essas frescuras, comecei a assistir a nova novela da Globo, Passione. Fernanda Montenegro, sempre maravilhosa, Cleyde Yáconis que me fez rir já no primeiro capítulo procurando os botões na TV tela plana, Irene Ravache que também me fez rir (“Faz como eu li no livro da Danuza, finge que não esta acontecendo nada e sorri”), Maitê Proença como a mulher infiel (mulheres inféis são ótimos personagens), sem falar nos bofes-colírio: como aquele Gianecchini é bonito, uau e Marcello Antony também está podendo. E claaaaaaro, a cidade de São Paulo (minha! minha!!) como palco para a trama.
Pela Globo.com só assistimos o episódio, sem abertura, sem comercial (graças!), mas parece que foi Vik Muniz (artista brasileiro -de São Paulo, yay!- super talentoso que mora em NY) que criou a abertura? Ma-ra-vi-lha!! Estou torcendo para que Silvio de Abreu bote para quebrar.
Um bom site para recordar o passado, dar risadas das coisas toscas e ver como estamos ficando velhos…
No blog La Dolce Vita você pode encontrar preciosidades, desde este poster de uma pornochanchada brasileira, estrelando Antonio Fagundes, até clips de momentos marcantes em novelas.

E para completar, Frenéticas!
Estou doente. Dor de garganta, nariz “entubido” e aquela sensação de mal estar. Saco!
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Preciso de férias. Quero ir ao Brasil, ver meus amigos, meu papagaio que não mais me reconhece, minha mãezinha, minha casa, minhas coisas, comer comida boa e fresquinha, ouvir as pessoas falando português, ver TV, reclamar da programação, fazer unha na minha manicure nota dez, visitar meu dentista, meus médicos, pegar metrô, ir nos sebos do Centrão, tomar uma Malzibier num barzinho de bairro, viajar para o interior, para o Rio, para a Bahia, para o Sul, jogar conversa fora e viver, mesmo que por algumas poucas semanas, como se este país não existisse.
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Quando me deparo com as atrocidades, escândalos e injustiças nos notíciarios americanos, sinto uma raiva fenomenal pelo povo daqui. Minha vontade é sair na rua e gritar com as pessoas, sacudí-las, acordá-las e mostrar o jornal, perguntar se não estão vendo o que esta acontecendo. Eu não entendo, não concordo e não tenho como justificar essa sensação bizarra que sinto. Me controlo, respiro fundo, conto até 20 e continuo meu dia. O mais estranho é que eu nunca senti isso no Brasil. Nunca tive vontade de sacudir as pessoas como se tivesse que despertá-las para o que esta se passando. Não sei se a natureza dos brasileiros, naturalmente crítica, aliada a baixa-estima (ou como diria Nelson Rodrigues, somos o Narciso ás avessas, cuspindo no nosso reflexo) que não deixa escapar NADA, estamos sempre a reclamar do governo, do prefeito, do time de futebol, das barbaridades da vida cotidiana, enfim, conscientes do que nos cerca. Se nada muda, se não passa de falatório sem fim, isso ai já são outros 500, mas o fato é que estamos acordados.
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É, preciso mesmo de umas féria.
Esta semana vi um trailer sensacional de uma comédia francesa sobre um espião a procura de um vilão nazista que vai ao Rio de Janeiro procurar o gatuno e embarca nas mais engraçadas situações. O ano é 1967 e o som é Bossa Nova. Muito bom mesmo.
“Se você ama a dança e os chineses, vai adorar.”
Que beleza! Nosso presidente Lula esta entre as 100 pessoas mais influentes da atualidade, segundo a Times. Bonitão, na contra capa, até gostei de ver. Mais ainda do texto de Michael Moore, onde ele fala como o USA esta virando Brasil, com o desaparecimento da classe média e um abismo entre os que tem MUITO e os que tem NADA. E eu já falava isso para J. anos atrás…
Alguém lembra?…
Um talento que eu gostaria de ter é o do desenho. Sou nula nesta área -nem meu stickman sai bonitinho- e admiro as pessoas que conseguem desenhar. Um amigo me passou o link deste brasileiro que faz coisas bárbaras, Will Murai. Visite o site e veja que maravilha o trabalho dele.

E o melhor, dá para comprar prints do trabalho dele e eu já sei o que vou dar de presente de aniverário para a minha chefinha.
Final da tarde de segunda estava presa no trânsito ouvindo KCRW e fui deliciosamente surpresa: Elis Regina foi mencionada no “50 Grandes Vozes”, um especial do NPR (a Radio Publica Nacional daqui) que esta explorando 50 grandes vozes que foram gravadas nos 4 cantos do mundo (Gilberto Gil também faz parte desta seleção).

Fiquei toda felizinha ouvindo o especial e ri do sotaque do locutor falando Elis Regina e insistindo em chamá-la Regina, ao invés do Elis que estamos acostumado. Para saber mais, visite o site da NPR e veja o especial sobre Elis.
Sempre que eu vejo um filme ruim, um dilema se instala: escrevo sobre o filme e aviso as pessoas que é uma &^%$! ou simplesmente deixo quieto e nem perco meu tempo? Falar sobre coisas que a gente não gosta pode deixar a gente maus, mas tem coisas que se não falarmos, ficamos maus, com aquilo entalado na garganta. Este filme esta na segunda categoria. Lembro-me quando o documentário “Manda Bala” estreiou aqui em LA num cinema no Bevely Center Mall, um local totalmente insólido, já que é um dos, se não “O”, shopping mais “chic” da cidade. Na época não fui ver porque não curto o local e o filme não me chamou tanto a atenção.
Tempo passou e eis que vejo o filme no Netflix. Beleza, decidi assistir. Primeiro vou dizer que o filme ganhou prêmios, inclusive em Sundance. O motivo eu não compreendi, já que tecnicamente o filme não se destacou em nada e chega mesmo a ser ruim, lento e usou a mesma fórmula que outras centenas de documentários: contar histórias paralelamente, cruzando-as aqui e ali. Nada de especial, nada de inovador e digo mesmo, cansativo. A idéia de usar pessoas para fazer a tradução ao invés do filme ser inteiramente em português com legendas, apesar de ter gerado UM momento engraçado, foi totalmente péla-saco. O diretor disse que não queria que os expectadores perdessem tempo em ler as legendas, por isso os tradutores, foi o que li em uma entrevista. Esse comentário por si só já trae que tipo de público o diretor quer atingir: os preguiçosos que não curtem filme estrangeiro porque precisam ler a legenda.
O tópico escolhido, violência no Brasil, englobando sequestros e corrupção, é sempre uma garantia de prêmio: os problemas que os países menos desenvolvidos enfrentam é uma prova aos superpoderosos de que eles vivem sim num paraíso e nós somos os screwed ups, com nossos problemas e meio de vida selvagens. Enquanto temos que concordar que o Brasil tem mesmo problemas gravíssimos que vão desde a violência cotidiana que atinge todos nós até a corrupção que quebra as pernas de muitos projetos que poderiam ajudar a população, simplificar e generalizar tópicos nunca foi, na minha opinião, uma maneiar de se fazer uma documentário sério.
A parte mais intrigante e que me deixou com a pulga atrás da orelha é que no início do filme uma lengenda diz que o filme não pode ser passado no Brasil? Oh meu deus, por que? Uma pessoa menos informada logo imagina que o diretor mostrou coisas tão medonhas que a censura o proibiu de mostrar os filme nas terras tupiniquins, mas como eu não sou gringa e sei que passa mais violência, corrupção e denúncia no Jornal Nacional do que nos 90 minutos deste filme, fui procurar o motivo. Li em uma entrevista com o diretor disse que estar com medo de ser processado por um dos entrevistados. Como assim, todo mundo que concorda em ter sua imagem veiculada num filme assina um release autorizando o mesmo. Não? Mensagem desnecessária, para gerar um frisson nas salas de cinema.
Enfim, o filme “Manda Bala” é ruim e me lembrou aquele outro filmeco infame, Turistas: algo feito para gringo ver. Preciso dizer mais?
Ano passado eu estava no Brasil passando o carnaval numa cidadezinha do interior de São Paulo, vendo amigos e assistindo os desfiles das escolas pela TV. Depois de quase 5 anos sem ir ao Brasil, aquela visita foi como se apaixonar novamente. O Brasil é lindo demais. Lembro de emoção vendo os desfiles, imaginando a energia de estar ali, naquela massa humana que pulsa sincronizadamente, vendo a beleza e a riqueza estampada no rosto das pessoas. Riqueza de alegria e de esperança, já viu povo mais esperançoso do que brasileiro? Leva porrete, sofre, se desilude, mas chega carnaval, mete a fantasia e vai sambar. Pelo menos nesses poucos dias de fevereiro decide brilhar, dançar, se esbaldar. Imagina se um gringo faria isso? Não consegue não.
Uns dizem que é por isso que o Brasil não vai pra frente, porque o povo só quer festa. Ora gente, que erro. Veja esse país de 1º mundo, EUA, uma vergonha de corrupção, pobreza e desemprego. Gente que perdeu tudo pela ganância daqueles que só querem $$$. E eles tem carnaval? Tem não. O mais próximo de festa é o dia 4 de julho, dia da independência, onde o pessoal se reune para fazer BBQ (churrasco) no quintal. De hamburguer e linguiça, diga-se de passagem.
Outros descem a línga dizendo que carnaval é falta de vergonha na cara, gente que passa fome para poder comprar uma fantasia e sair na escola do coração. Olhe, cada um sabe o que lhe é importante. Sabe-se lá se eu não tivesse grana nenhuma, morasse no morro e um empreguinho lascado, ia sim querer sair lindona numa escola, toda diva. Maravilhosa! Imaginem? E qual o problema?
Esta na hora, passou até, da gente amar tudo que é nosso. Não deixar de ver os erros, os nossos inclusive, que afligem nosso país e sempre batalhar por algo melhor, mas também ver nossos acertos, nossas maravilhas, nossas belezas, nossas riquezas. E adotar o lema de “vive e deixe viver”. Não gosta, ótimo, mas não azede os outros meu bom. Curta o feriadão em paz, em retiro e deixe os foliões se rasgando na avenida. O primeiro passo no caminho para um país melhor é aceitar a diversificação. E se aceitar.
Bom carnaval para todos! Viva Brasil! Viva!
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update: fotos lindas do carnaval: Claudio Lara no Flickr e mais fotos do carnaval pelo mundo.
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