Ozark e Gypsy

Como já falei antes por aqui, gostei muito da série Ozark. Gostei da idéia central, dos personagens e das atuações. A trama é 100% noir e os personagens são multifacetados, o que eu adoro e quase sempre reclamo faltar em certas séries ou filmes.

Uma atuação que achei sensacional foi a de Julia Garner, que faz o papel de Ruth Langmore. Intensa e real, a gente não sabe bem o que se passa com ela, mas sabe que a cabeça dela esta sempre funcionando a 1.000 por hora.

Ozark Poster

Ozark não é perfeita, e uma das falhas na minha opinião é que Martin ‘Marty’ Byrde sempre arruma uma escapatória para as presepadas que acontecem ao seu redor. É sempre de raspão, e estamos sempre torcendo por ele, mesmo assim seria mais plausível se de vez em quando as coisas não funcionassem. Outra coisa que eu não gosto é a cor azulada que permanece durante todos episódios. Caramba, que coisa mais chata. Eu sei que o criador quer que o tom frio adicione a atmosfera da série, mas nesta ela é demais. Aliás, essa paixão de Hollywood com o matiz azul e laranja já deu o que tinha que dar, pelo amor dos meus filhinhos!

Enfim, eu adorei a série e estou feliz que foi renovada. Espero que a 2ª temporada continue com o mesmo fôlego desta 1ª e não despenque morro abaixo como outra série que tinha um super potencial, Bloodline.

Fiz a besteira de começar a assistir Gypsy, com Naomi Watts no papel de uma terapeuta que se envolve na vida dos seus pacientes. A idéia parecia boa e aviso de depois do 1º episódio a gente quer continuar a ver o que vai acontecer, mas infelizmente não é porque a série consegue te prender que ela seja boa.

Naomi esta ótima no papel da terapeuta, mas aos poucos a gente vai desgostando da personagem por não saber exatamente o que a motiva a fazer as coisas que ela faz. Ela quer ajudar os pacientes? Ela quer saber o outro lado da história? Ela vive uma vida muito chatinha e quer experimentar aventuras? Ela quer apenas manipular tudo e todos ao seu redor? São todas essas opções acima e mais alguma que eu não citei? Provavelmente…

Gypsy

Outra coisa que eu não gostei foi da vibe sexy-50-tons-de-cinza. Algumas cenas me pareceram brega demais e pouco naturais. Na página da série descobri que uma das produtoras é Sam Taylor-Johnson, que dirigiu 50 Tons de Cinza, então pode ser daí que a energia meio sexy-brega veio. Ou é mera coincidência, quem sabe…

O que aconteceu é que aos poucos fui perdendo a paciência com a trama e com as trapalhadas dela e só não parei de assistir porque já tinha investido muito tempo e queria ver o final. Gypsy não foi renovada e eu não indico, a não ser que você comece não esperando muita coisa. Ou caso tenha gostado bastante de 50 Tons de Cinza.