West of Eden: An American Place

Recentemente terminei de ler West of Eden: An American Place, da escritora Jean Stein, a mesma que escreveu Edie: American Girl, a biografia de Edie Sedgwick, a superstar de Andy Warhol.

West of Eden: An American Place é apresentado como a história oral de Los Angeles. Stein conseguiu capturar vividamente um elenco mítico de personagens: suas ambições e triunfos, bem como a sua desolação e tristeza. Ela conta a história de cinco indivíduos e suas famílias, cujas vidas o que tem de fascinante, tem de trágicas.

West of Eden: An American Place

Ela começa com Edward L. Doheny, o magnata do petróleo cuja corrupção chegou a destruir a reputação de um presidente americano. Ele foi a inspiração para o livro Oil!, de Upton Sinclair, que por sua vez foi a base do filme There Will Be Blood (no Brasil recebeu a tradução de Sangue Negro).

O segundo capítulo fala de Jack Warner e como este filho de imigrantes judeus, juntamente com seus irmãos, fundou um dos estúdios de cinema mais emblemáticos do mundo, a Warner Bros..

Terceiro capítulo é Jane Garland, a filha problemática de uma aspirante a atriz que nunca conseguiu escapar dos esquemas “bizarros” de sua mãe. Depois temos Jennifer Jones, uma atriz de Oklahoma que ganhou o Oscar aos vinte e cinco anos. E por último Jean Stein narra a ascensão do seu próprio pai, Jules Stein, um oftalmologista nascido em Indiana que transformou Hollywood com a criação de sua agência/estudio, a MCA, Inc.

Na minha opinião, os melhores capítulos foram sobre os Dohenys, sobre os Warners e sobre a família Stein. Foi interessante ver como cada clan, a sua maneira, conseguiu ascender ao poder e fama. Foi fascinante ler sobre o que movia essas pessoas, tanta loucura, excentricidade, insegurança…

Tudo bem que estamos falando de dinosauros, mas não há como negar o legado deixado por estas pessoas. O livro também esta cheio de tidbits sobre celebridades e estrelas. Por exemplo, fiquei sabendo que Ronald Regan era informante do FBI e que denunciava amigos atores muitas vezes com pouquíssima de evidência. Lembre-se, isso foi na época do temível comunismo e dos “vermelhos”, quando uma lista negra foi criada com a ajuda de alguns personagens deste livro, e deixou atores, diretores e escritores desempregados, pois foram banidos de Hollywood. Pois é, Ronald Regan era um snitch!

Bom, o capítulo sobre Jennifer Jones foi mais ou menos, e o de Jane Garland é mais sobre as pessoas aos seu redor e poderia nem ter entrado no livro, pois achei fraco e desinteressante.

Mas eu gostei bastante do livro. Eu adoro história e achei legal saber mais sobre Los Angeles e como as coisas aconteciam a 80/100 anos atrás.