Dirty Wars, 2013

Estava protelando assistir Dirty Wars, já que estou lendo o livro e não queria spoil it, mas não resisti e assisti ontem a noite. Tirando alguns detalhes de produção que não me agradaram, a confirmação de que o USA tem licença livre para matar qualquer “terrorista”,  e se no meio do caminho uma família errada morrer, oh, sorry, casualties of war, é assustadora.

Dirty Wars

Sempre questiono por que a população não exige uma revisão de como a guerra ao terror esta sendo conduzida, mas eu sei a resposta, nada acontece até a água bater na nossa bunda. A guerra que mata indiscriminadamente culpados e inocentes é algo tão removed do cidadão médio que fazer algo mais do que se comover por um instante e logo em seguida esquecer é normal. Alguns ainda se dão ao trabalho de perguntar “mas o que eu posso fazer?”. Well, mandar uma carta para a pessoa que você colocou no poder e dizer o quanto esta insatisfeito com o rumo das coisas, é um bom começo.

Durante todo o filme eu fiquei pensando se fosse a minha família, fazendo um churrasquinho no sábado a noite e de repente estivessemos sob ataque, e o resultado disso fosse que minha mãe e minhas primas fosses baleadas por americanos, que me vendam e me levam para uma base para interrogação, só para me trazerem de volta depois de 3 dias quando minha família já estivesse enterrada. O que eu faria, como ia me sentir? A resposta é simples e óbvia. Para uma grande parte do planeta, os terroristas somos nós.

É fácil entender a relutância do governo em mudar diretrizes: guerra=LUCRO. Mas o cidadão comum, mais complicado entender a omissão generalizada.

Enfim, o documentário é bom, mas terrivelmente deprimente. O livro, vou continuar lendo, pois sei que tem mais informação que vale a pena ficar por dentro.