Dirty Wars

Comecei a ler o livro Dirty Wars: The World is a Battlefield, de Jeremy Scahill, e depois de ler 10% já percebi que vai ser uma daquelas leituras que são extremamente necessárias, mas totalmente deprimentes, tipo The Shock Doutrine e Blackwater.

Ontem comecei a me perguntar por que não temos uma cultura de documentaristas e repórteres investigativos no Brasil. Achei esta lista com 174 documentários em diversas categorias, mas o que eu gostaria mesmo de ver é como a engrenagem política funciona. É um campo tão importante (somos todos tocados pela política) e tão pouco abordado que chega a ser surpreendente. Imaginei um Adam Curtis brasileiro investigando os in and outs de Brasília, expondo tudo que acontece por trás das cortinas, gerando interesse nas pessoas e quem sabe uma vontade de mudar o status quo?

Nos dia de hoje, onde até mesmo os meios de comunicação mais sérios se rendem a notícias mais inúteis, como por exemplo a ex-congressista que foi interrompida pela repórter para dar a notícia de que Justin Bieber estava saindo da delegacia (prioridades people!), o repórter investigativo deveria ser rei: é ele que cava até descobrir onde os ossos estão enterrados e traz a tona o que muita gente preferiria que continuasse escondido. Cada vez que leio ou assisto um documentário que explica o que esta acontecendo, sinto-me mais preparada para fazer escolhas que podem me afetar a longo termo. Claro que me sinto meio deprê, pois conhecimento não traz felicidade, mas só com conhecimento podemos exigir que as coisas mudem.