Madonna Mia!

Terminei de ler o livro “O Monstro de Firenze“, de Douglas Preston e Mario Spezi, sobre o famoso assassino em série que matava casais que iam namorar nas colinas que cercam Firenze entre 1974 (ou 1968, dependendo de como o caso é analisado) e 1985 e inspirou Hannibal, de Thomas Harris. O livro aponta como este caso é cercado de erros e absurdos cometidos pela justiça italiana, conta ainda com uma maluca cismada com teorias demoníacas que tem um site dedicado a teorias de conspiração e que a procuradoria usou como base para suas investigações (!!) e um jornalista que é preso por apontar os erros cometidos pelos investigadores e promotores, entre outras tantas coisas extraordinárias. Soa como ficção, mas não é, e infelizmente toda esta massaroca fantasiosa e incompetente contribuio para que o assassino nunca fosse pego.

O Monstro de Firenze

Um tidbit interessante (ou trágico) é que Guiliano Mignini, promotor do caso de Amanda Knox, é o mesmo que fez “remendas” mal feitas no caso do Monstro de Firenze. Não é a toa que ela foi condenada e depois absolvida.

Apesar da saudade boa que senti ao ler as descrições de Firenze, uma cidade apaixonante e que eu já pensei em visitar novamente, depois de ler como o sistema judiciário funciona (ou como não funciona) na Itália, fiquei enojada. Quando a polícia e o judiciário são assim tão corruptos, quem pode nos proteger? O melhor a fazer é evitar a polícia na Itália como a evitamos no Brasil.