Santa Ana

É tudo culpa do Santa Ana. Hoje foi um dia horripilante. Irritação o dia inteiro. Calor do cão, mais quente do que Bangu no verão. E trânsito insano. Parece bobagem, mas a carga positiva de ions deste tipo de vento pode mudar o comportamento da gente. Alguns dos efeitos colaterais são: irritação (há!), cansaço, ansiedade (sim!), depressão, dores no corpo, nausea (ok!), desmaios e até o número de suicídios chega a subir. Tudo isso porque quando nosso cérebro fica sob a pressão deste excesso de ions positivos, ele manda o corpo produzir hormonios e quimicas para lidar com este stress.

Eu achava que a lenda do Santa Ana era balela até me mudar para cá e ver como esta carga me afeta.

Los Angeles weather is the weather of catastrophe, of apocalypse, and, just as the reliably long and bitter winters of New England determine the way life is lived there, so the violence and the unpredictability of the Santa Ana affect the entire quality of life in Los Angeles, accentuate its impermanence, its unreliability. The wind shows us how close to the edge we are. —Joan Didion, “Los Angeles Notebook”

There was a desert wind blowing that night. It was one of those hot dry Santa Anas that come down through the mountain passes and curl your hair and make your nerves jump and your skin itch. On nights like that every booze party ends in a fight. Meek little wives feel the edge of the carving knife and study their husbands’ necks. Anything can happen. You can even get a full glass of beer at a cocktail lounge. —Raymond Chandler, “Red Wind”