História

Estou lendo a deprimente (e provavelmente super maquiada) biografia do cara que era o fidai (dublê) de Uday Hussein, Latif Yahia. Apesar da surperficialidade com que certos tópicos são retratados, é impressionante ler as barbaridades cometidas por gente que não tem respeito algum pelo seu semelhante. Latif não se comprometeu até agora de maneira direta, apenas descreve o universo absurdo que habita como dublê de Uday, um sujeito completamente doido e que não aprendeu o significado da palavra “consequência”.

Sei que o Iraque esta em pedaços depois destes anos todos de conflito, que sob alguns aspectos as coisas pioraram desde que US invadiu o país; marchei contra a invasão em 2003 pois as “armas de destruição em massa” era total balela, mas hoje sei que foi graças a esta guerra que o clã Hussein e seus comparsas caíram e mesmo não conseguindo desculpar a ocupação do Iraque, é bom saber que gente tão podre não esta mais viva para praticar suas atrocidades. O triste é que puderam, durante tantos anos, viver impunimente praticando crimes hediondos.

Lembro vivamente de quando as tropas da coalização iniciaram o ataque aéreo contra o Iraque em defesa ao (então invadido) Kuwait, o Jornal Nacional mostrando o video, tudo negro e as explosões em verde (visão noturna) e eu estava me arrumando para ir encontrar com a M., iamos numa balada. Fiquei sacudida com o que aquelas imagens representavam e com a idéia que de a meio globo de distância pessoas estavam sofrendo e morrendo naquele exato minuto. Não fazia a mínima idéia do porque da guerra do golfo (era uma alienada), mas a sensação ruim ficou, tanto que me lembro desta noite tão bem.

É estranho associar certos momentos da vida da gente com fatos históricos importantes.

O livro é ok, provavelmente existem fontes mais seguras contando o que realmente aconteceu na era Sadam.