Melancholia, 2011
Assisti ontem e adorei!
Assisti ontem e adorei!

O melhor elogio que meu ex-namorado francês me fez foi quando me disse que eu era elegante como Catherine.
Ah! Bons tempos.
Estava lendo o Twitter do Bret Easton Ellis e apesar de chegar a conclusão de que o sujeito é um bizarro, gostei do que ele escreveu no dia do meu aniversário:
This is how your life changes: someone tells you something.
É assim mesmo. Simples.
Enquanto apenas 9% da população esta “contente” com o desempenho do Congresso, uma lei que pretende bloquear sites “piratas” aqui no US começou a ser discutido hoje. Bloqueio. Da internet. Nos US of A.
Mais info aqui.
•
Bando de hipócritas nojentos.
Estou lendo a deprimente (e provavelmente super maquiada) biografia do cara que era o fidai (dublê) de Uday Hussein, Latif Yahia. Apesar da surperficialidade com que certos tópicos são retratados, é impressionante ler as barbaridades cometidas por gente que não tem respeito algum pelo seu semelhante. Latif não se comprometeu até agora de maneira direta, apenas descreve o universo absurdo que habita como dublê de Uday, um sujeito completamente doido e que não aprendeu o significado da palavra “consequência”.
Sei que o Iraque esta em pedaços depois destes anos todos de conflito, que sob alguns aspectos as coisas pioraram desde que US invadiu o país; marchei contra a invasão em 2003 pois as “armas de destruição em massa” era total balela, mas hoje sei que foi graças a esta guerra que o clã Hussein e seus comparsas caíram e mesmo não conseguindo desculpar a ocupação do Iraque, é bom saber que gente tão podre não esta mais viva para praticar suas atrocidades. O triste é que puderam, durante tantos anos, viver impunimente praticando crimes hediondos.
•
Lembro vivamente de quando as tropas da coalização iniciaram o ataque aéreo contra o Iraque em defesa ao (então invadido) Kuwait, o Jornal Nacional mostrando o video, tudo negro e as explosões em verde (visão noturna) e eu estava me arrumando para ir encontrar com a M., iamos numa balada. Fiquei sacudida com o que aquelas imagens representavam e com a idéia que de a meio globo de distância pessoas estavam sofrendo e morrendo naquele exato minuto. Não fazia a mínima idéia do porque da guerra do golfo (era uma alienada), mas a sensação ruim ficou, tanto que me lembro desta noite tão bem.
É estranho associar certos momentos da vida da gente com fatos históricos importantes.
•
O livro é ok, provavelmente existem fontes mais seguras contando o que realmente aconteceu na era Sadam.
Fui pegar meu ACR hoje, esta na mesinha me olhando, mas estou sem vontade nenhuma de jogar. Uma tristezinha amarga no coração e que não esta dando indícios de que quer se mandar. Quem sabe hoje a noite jogo um pouco e consigo me distrair.

Que belezura heim?
Na boa, eu já não sei mais o que fazer! Se ignoro os jornais e o rádio, não leio mais notícia nenhuma, viro uma total alienada que não faz a mínima idéia do que esta acontecendo no mundo, será que vou viver melhor, ter menos stress, sorrir nos dias de sol e não ter vontade de matar aquele imbecil no carro da frente que esta grudado no celular? Passarei a me preocupar com as fofocas de Caras, darei palpite sobre as mulheres fruta e vou ter tempo de estar por dentro do que é IN. Será que me tornarei uma pessoa mais legal, mais zen, mais feliz?
Porque sinceramente, eu não estou aguentando mais esta tempestade de merda nos notíciarios. Cain, acusado de assédio sexual, tomando conta de todas as manchetes; Europa em caos, cada dia um país desabando em dívidas; republicanos arrancando os cabelos dizendo que o país vai sofrer se 17% do orçamento militar for cortado; Mississippi quer que os embriões in vitro sejam declarados “gente”; polícia atirando em fotógafos com balas de borracha… e a lista não acaba. Todo dia tem uma loucura/abobrinha nova. Essa montanha de informação, grande parte dela socada goela abaixo (Cain, por exemplo todas as TVs no gym falando deste imbecil; rádio a mesma coisa e o cara é na realidade um grande troll) esta me exasperado. Existem problemas/tópicos reais que precisam ser resolvidos/debatidos, mas a impressão que estou tendo nestes últimos meses é que estão falando de muita coisa que não importa enquanto o que realmente é importante não esta aparecendo, e isso também me exaspera, claro.
Preciso de férias.
Putz, pura verdade.
Eu adoro esses memes.


Esta semana que passou assisti The Reader (O Leitor) e simplesmente adorei! Me esbugalhei de chorar, o que é bem bizarro pois eu raramente choro por causa de filme, mas enfim, Kate esta sensacional como sempre e a história é boa, mistura romance, drama e um cadinho de suspense, tudo na medida certa, sem pregar nem julgar os personagens, o que eu sempre gosto quando o filme tem um tópico meio tabu.
Fiquei com vontade de ler o livro, mas estou terminando Bonjour Tristesse de Françoise Sagan (como foi bom ler algo em francês, ai que saudades) e já tenho livros a minha espera na biblioteca, logo vou ter que colocar este na minha lista de espera.
•
Bah.
Agora estamos 6 horas atrás. O horário de verão acabou aqui. E o friozinho parece que chegou. Ainda bem.
É tudo culpa do Santa Ana. Hoje foi um dia horripilante. Irritação o dia inteiro. Calor do cão, mais quente do que Bangu no verão. E trânsito insano. Parece bobagem, mas a carga positiva de ions deste tipo de vento pode mudar o comportamento da gente. Alguns dos efeitos colaterais são: irritação (há!), cansaço, ansiedade (sim!), depressão, dores no corpo, nausea (ok!), desmaios e até o número de suicídios chega a subir. Tudo isso porque quando nosso cérebro fica sob a pressão deste excesso de ions positivos, ele manda o corpo produzir hormonios e quimicas para lidar com este stress.
Eu achava que a lenda do Santa Ana era balela até me mudar para cá e ver como esta carga me afeta.
•
Los Angeles weather is the weather of catastrophe, of apocalypse, and, just as the reliably long and bitter winters of New England determine the way life is lived there, so the violence and the unpredictability of the Santa Ana affect the entire quality of life in Los Angeles, accentuate its impermanence, its unreliability. The wind shows us how close to the edge we are. —Joan Didion, “Los Angeles Notebook”
There was a desert wind blowing that night. It was one of those hot dry Santa Anas that come down through the mountain passes and curl your hair and make your nerves jump and your skin itch. On nights like that every booze party ends in a fight. Meek little wives feel the edge of the carving knife and study their husbands’ necks. Anything can happen. You can even get a full glass of beer at a cocktail lounge. —Raymond Chandler, “Red Wind”
Comentários