Calote ou não calote, eis a questão

O sortudo do Murdoch (aquele do News of the World e seus grampos) deve estar dando pulos de alegria, já que sua safadeza foi totalmente empurrada para fora das primeiras páginas para dar espaço a palhaçada que esta rolando nesta crise entre presidente, democratas e republicanos e o que fazer com o débito, subir ou não; taxas, fazer os bilionários meterem a mão no bolso ou não; cortar serviços públicos ou simplesmente dar o calote.

Os republicanos que se negam a entrar num acordo, fazendo joguinho não aceitando o que Obama propos, independente de ser uma solução passável ou não, já que a única preocupação deles é pintar o cara da pior maneira possível para que ele não tenha chance nenhuma de se reeleger em 2012, vão no último segundo aceitar a solução, gritando aos quatro ventos e se fazendo de vítima de que “tentaram, tentaram, mas a força do mal venceu”.

Uma parte do meu cérebro entretem a idéia do caus, digo, calote: como seria se o número 1 tivesse um rebaixamento do seu Aaa? Será que o povo ia acordar para realidade? Será que uma medida austera como imposta na Grécia (e que gerou tanto quebra-quebra) daria o mesmo resultado aqui, quebra-quebra/revolução? Ou será que absolutamente nada ia mudar, as pessoas iam continuar vivendo suas vidinhas e aceitando falcatruas que estão se tornando coisa comum neste país. É claro que um calote, mesmo um que dure dias, teria repercussões imensas na economia mundial, inclusive para o Brasil, que é o 5º credor do US da A, fato que se não atingisse a gente de maneira tão séria, me faria rir.

Enquanto isso, o mundo inteiro olha para DC em choque o patético teatro político.