O tal filme do Facebook…

Fui assistir ao The Social Network. Por onde começar? Talvez a uns 2 anos atrás quando eu li que iam fazer um filme sobre o FB, tive um daqueles momentos onde você leva a palma da mão a face e se pergunta “por que?”. Prometi que não ia assistir, afinal a idéia me pareceu ridícula.

Mas aí o diretor é David Fincher, as reviews estão boas, a curiosidade bateu e bom, fui ver. Vou começar avisando que o filme não é terrível. Mas também não retrata o que realmente aconteceu: o próprio roteirista admitiu que tem mais ficção do que realidade, logo, contar uma história que é “baseada” em fatos reais, mas tem mais fantasia do que realidade, faz a gente se perguntar prá que fazer um filme destes to begin with?

Bom, o ator principal, que eu lembro de Zombieland, parece ter encarnado um zombie ele mesmo: totalmente sem alma. Mas taí o catch: ele é assim, soulless, por que é um grande filho da puta ou por que é um cara super inteligente que só sonha em entrar no clube dos riquinhos? Você decide.

O filme me fez revirar os olhos em certos momentos: o quanto é reafirmado que Mark não liga para grana (who cares?); a insistência em mostrar Mark como um gênio excepcional que gerou o código que unificou o planeta sob um domain, quando sabemos que social networks já existiam antes de FB, sites como Friendster e Orkut, e que ele teve sorte de estar no lugar certo na hora certa e mais, com bons contatos.

Então, respondendo a minha pergunta lá de cima, por que fazer um filme destes? Porque no fundo, no fundo, é sobre o ser humano e suas fraquezas, suas babaquices, sua patetice, seus erros e acertos, seus desejos e sonhos, e isso é algo que todo mundo consegue se identificar. Logo não é surpresa nenhuma que o filme tenha sido tão bem recebido: “jovens” se veem no Mark, o geek que mostrou aos mauricinhos no melhor estilo Karate Kid (com milhões de doláres no banco) que ele podia comandar o milharal; os “adultos” veem no filme o conflito (ele é um cara legal?/ou ele é um cretino?/ou ele é ambos?) que pode satisfazer aos que procuram por algo mais num bom filme. No meu caso, nenhum Mark me convenceu. :sono: