Criatividade

Anos atrás tive um bom professor no Senac, que me disse algo que hoje acho super importante: curso dali pra frente, só no campo criativo. Na época eu queria aperfeiçoar meus conhecimentos de html, actionscript, css e adorei o curso, aprendi bastante. Mas quando segui por esse caminho, mais de código e linguagem do que criatividade em si, me perdi um pouco do caminho para o criativo.

Criar virou um drama. Talvez a internet seja em parte o problema, pois toda vez que tenho um tema interessante, a primeira coisa que faço é dar uma googada e pimba!, centenas -as vezes milhares- de expressões estampadas do tema pensado. É frustrante, principalmente quando acho coisas que expressam tão bem minha idéia, porque daí vem o dilema: se sigo com o que eu tinha pensando inicialmente, corro o risco de fazer algo muito parecido a algo que outra pessoa já fez, se mudo o que tinha em mente, perco o desejo de fazer o que inicialmente tinha me animado. É um horror. Não sei se estou errada em pesquisar antes de começar um projeto, não sei se estou errada em me preocupar com as semelhanças (really, não existe nada de novo sob o sol, apenas uma centena de temas re-usados de maneiras diversas), não sei, não sei. Talvez eu me preocupe demais.

Por exemplo, recentemente comecei a rabiscar de novo. Desenhar sempre foi um sonho. Estou melhorando aos pouquinhos, mas já me peguei em pleno stress ao notar semelhanças dos meus desenhos com o de outros. Incontrolável.

Mesmo sabendo que falta de originalidade não é mais crime nenhum, prá ninguém e em nenhum tipo de media, me sinto incomodada se acho que EU estou fazendo isso, mesmo que inconscientemente. Além de ficar broxada, fico paralisada e a cada tacada destas vejo minha criatividade definhar… 🙁

Acho que seria mais feliz vendendo bananas na feira.

3 thoughts on “Criatividade

  1. Penso a mesma coisa.
    Nada original, eu sei.
    Vou lendo às coisas dos outros e acho tudo parecido.
    E o que é pior, acho o deles bem melhor que o meu.
    Só continuo tentando porque me disseram que escrever é um exercício, vamos melhorando com a prática.
    Desenho é a mesma coisa.
    Coloca uns aqui pra gente ver.
    Beijos

  2. seu problema resume-se a uma de duas possíveis cousas:
    1. ou é atéia devota de são dawkins
    2. ou é da religião errada.

    se for 1, o ideal é ler luigi borzacchini, http://www.dm.uniba.it/~psiche/, e entender que todo o caminho racional desde a velha grécia e seu “milagre”, a descoberta dos irracionais, sendo que até bertrand cantou que a raiz de dois é uma ficção, se for 1, o ideal é ler borzacchini sobre a desarmonia profunda vinda de nosso sistemas formais (nossa lógica basicamente) e praticar por 3 meses o “small universe” do spring forest qigong, ou seguir o livro taoist yoga, são a mesma coisa, para então ativar a pineal, e assim, virar uma flor erisiana nesse meio cético infeliz.

    2. se for da religião errada, isto é, qualquer coisa que cultue algo que não uma fêmea misteriosa (taoísmo) ou uma fêmea divertidamente nervosa (discordianismo, erisianismo, e similares), o ideal é praticar a solução 1 e então consultar sua pineal e assim entender que como o universo se cria via partenogenesis, só religião com fêmeas misteriosas e;ou divertidamente nervosas pode germinar brotos criativos nos individuos constipados por excesso de racionalidade e domínio de hemisfério esquerdo da cachola, ou seja, pessoas mais cro-magnons do que neandertais, lembrando gooch, ou pessoas mais chimpanzés e menos bonobos, lembrando antropologo que não lembro o nome.

    Que mãe éris lhe limpe a pineal, com desinfetante de melatonina para depois o dmt natural brilhar qual em neném.

    um bom dia.

    KALLISTI!

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