Silêncio…

Minha mãe veio passar as festas de fim de ano aqui. É sempre engraçado ouvir as observações de alguém que chega com olhos frescos e não esta acostumado as coisas como elas são. Um destas situações aconteceu no reveillon. Festejamos em casa, assistimos a virada em Copacabana (que coisa mais linda!) e no soar das 24h, depois de abraços e votos mil, minha mãe foi para a janela.
Ué, nada de fogos? -ela perguntou.
Não… talvez em Downtown e na praia, aqui não. -expliquei.
Nenhum foguinho, nem bombinha?
Acho que não mãe…
Nos abraçamos e os votos de sempre. Em seguida ela volta a janela.
Mas nem festinha, nem música nos viznhos, nem gente se comprimentando na rua?
Não.
Em São Paulo moramos na Pompéia, numa vilinha onde todos se conhecem, onde as “comadres” atravessam a rua para bater papo, onde um vizinho fica sempre de olho na casa do outro e com barulhos suspeitos, todos saem a janela para investigar. Final de ano é aquela festa nas casas, fogos no bairro, barulho de gente buzinando nas ruas, música alta e até aquela vinhetinha da Global “Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser…” vindo de TVs ligadas. Aqui, nada disso.
Que coisa mais sonsa… é como se fosse uma noite como outra qualquer!!
.
.
.
Triste.