Archive | janeiro, 2010

Burocracia é uó!

Posted on 03/01/2010 by in Ninguém Merece!

Meses atrás recebi uma carta do DMV (o Detran americano) para renovar minha carteira de motorista. A carta veio com uma lista de documentos que eu precisava mandar via correio e que, teoricamente, aceleraria o processo ser eu ter que ir ao departamento pessoalmente. Pois tirei xerox de tudo, organizei e mandei a papelada. Como tinha 3 meses de prazo, relaxei e esperei, afinal, pensei, eles recebem milhares de papelada e o tempo de processo deve levar algumas semanas.

Pois, 2 meses depois, nada de carteira renovada no correio. Liguei para o DMV. Depois de enfrentar musiquinha, cai linha, liga de novo, musiquinha, gravação dizendo para ligar dia seguinte, day after, consegui finalmente falar com uma pessoa. Ela me disse que tinham sim recebido toda a papelada, mas não tinham processado nada ainda. Perguntei se ia demorar, “não sei, talvez até 6 meses”. O que?!? Já fiquei contrariada. Perguntei minhas opções, já sabendo a resposta: “ir ao departamento e renovar a carteira lá”.

Esperei mais duas semanas, nada, então marquei uma hora no DMV, fui lá e tudo foi resolvido em 20 minutos. Você pode estar se perguntando o por que deste post. Porque estou irritada. Perdi tanto tempo xerocando papelada, indo no correio, ligando para o DMV, ficando pendurada na linha esperando um ser humano me atender, tudo porque acreditei que o serviço via mail seria mais prático, quando na realidade nada mais é do que uma grande esparrela. Encheção de linguiça pura, propaganda enganosa! Bah! :cry:

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Desculpe o transtorno. De volta a programação normal.

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Silêncio…

Posted on 02/01/2010 by in Texto

Minha mãe veio passar as festas de fim de ano aqui. É sempre engraçado ouvir as observações de alguém que chega com olhos frescos e não esta acostumado as coisas como elas são. Um destas situações aconteceu no reveillon. Festejamos em casa, assistimos a virada em Copacabana (que coisa mais linda!) e no soar das 24h, depois de abraços e votos mil, minha mãe foi para a janela.
- Ué, nada de fogos? -ela perguntou.
- Não… talvez em Downtown e na praia, aqui não. -expliquei.
- Nenhum foguinho, nem bombinha?
- Acho que não mãe…
Nos abraçamos e os votos de sempre. Em seguida ela volta a janela.
- Mas nem festinha, nem música nos viznhos, nem gente se comprimentando na rua?
- Não.
Em São Paulo moramos na Pompéia, numa vilinha onde todos se conhecem, onde as “comadres” atravessam a rua para bater papo, onde um vizinho fica sempre de olho na casa do outro e com barulhos suspeitos, todos saem a janela para investigar. Final de ano é aquela festa nas casas, fogos no bairro, barulho de gente buzinando nas ruas, música alta e até aquela vinhetinha da Global “Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser…” vindo de TVs ligadas. Aqui, nada disso.
- Que coisa mais sonsa… é como se fosse uma noite como outra qualquer!!
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Triste.

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