Um dos meus pet peeves…

… é como alguns trailer de tops movies from Hollywood são feitos. Já reparou como alguns filmes que parecem ser interessantes e misteriosos acabam revelando demais nos trailers? Veja esse, por exemplo:

Você reparou o TANTO de info que o trailer deu pra gente?

  • Lindo casal com premissa de possível romance;
  • Sozinhos na nave que ia levá-los numa longa viagem;
  • Acordam antes do tempo porque algo deu errado no seus pods;
  • Futuro com robôs quase humanos;
  • O romance floresce, mas algo dá errado na nave;
  • Chris Pratt, que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente no set de Parks & Recreation, vai investigar o problema, e vai correr grande risco;
  • A nave esta em perigo, o casal também, e outros pessoas vão aparecer na trama;
  • Chris tem algo a confessar para a linda Jennifer Lawrence.

Não é MUITA info para um simples trailer de 2 minutos? Parece basicamente o filme todo, resumido.

Por que não um trailer que me deixe curiosa, mostrando menos e fazendo minha cabeça funcionar? Tipo:

Este trailer não tem fala nenhuma dos atores e faz a gente questionar o que esta vendo:

  • São dois casais que se formam?
  • As mulheres tem um caso ou estão se beijando num jogo erótico?
  • Rola sadomasoquismo?
  • Alguém gosta de ser voyeur?

É o tipo de trailer que me deixa curiosa e não entrega NADA do plot.

Eu realmente não entendo como a cabeça de alguns executivos de Hollywood funciona. Será que acreditam que quanto mais mostrarem do plot, melhor? Que talvez o plot seja minimamente difícil (risos), então é melhor já deixar meio mastigado para a audiência bobalhona via trailer? Sabendo que TUDO em um filme passa por dezenas, ás vezes centenas de mãos e olhos antes de chegar ao público, eu não compreendo como TANTA gente vê um trailer assim e não fala nada. Ou falam e alguém do topo não dá a mínima? Sei lá viu…

/fim do meu pet peeve, que pode ser traduzido como bronca.

Sou ou não sou o que penso que sou?

Terminei o curso de psicologia da Yale e confesso, ele abriu novos horizontes. O professor Paul Bloom é excelente, cativante, faz a gente se interessar naquilo que ele esta dizendo, e tive grande insights durante o curso. Um deles foi perceber o quão importante é tentar ter uma visão mais real de si e das situações em geral. O professor confirma aquilo que a gente já desconfiava quando diz a que não nos percebemos realmente.

Quando fazemos uma cagada, ah, estamos tendo um dia ruim, demos azar, alguém puxou nosso tapete, enfim, não somos bestas, foram as circunstâncias. Quando outra pessoa faz uma cagada, putz, que pessoa idiota, cretina, não sabe nada, é um imbecil mesmo. E por ai vai: nosso time é o melhor, o outro só tem ladrão e perneta; nossa escola é melhor; nossa idéia é a correta, etc e tal. Percebeu? Somos sempre extremamente generosos com nós mesmos e demasiadamente críticos com os outros.

Ciente disso, frequentemente me pergunto se o que acho correto é realmente correto, e não apenas porque “é meu”. É importante estar atento e ter um grupo de pessoas para ajudar a equilibrar os pratos da balança, de preferência que pensem diferente, já que naturalmente nos cercamos de semelhantes. O problema é achar pessoas que pensem assim e que estejam abertas a troca de idéias.

Final de semana passado passei um par de horas em busca de um grupo/forum/site/blog onde eu pudesse ler uma opinião que fizesse um contraposto a algumas opiniões que tenho. Depois de cavar bastante, achei um site que pareceu ter a idéia certa, debates sobre diversas questões atuais com todos expondo seus pontos de vista. Li alguns textos, que infelizmente citavam muitos “fatos”, mas carecia de fontes, o que é um problema quando os tais fatos são a base da discussão, mas o que me surpreendeu foi quando percebi que no fundo o site não estava aberto ao debate e troca de pontos de vista, mas é uma fonte de ensino para leitores que desejam ganhar um debate. Dicas das falácias a evitar, outras sutis a empregar, como minar o outro, soterrá-lo com informações que não podem ser verificada, enfim, era um bê-a-bá de como ganhar um debate.

Eu sei que algumas pessoas precisam aprender o básico de uma troca de idéia, como por exemplo quais são as falácias mais comuns, para que a conversa fique pelo menos no mesmo nível intelectual, mas a parte mais importante de um debate, que é OUVIR, PENSAR e REFLETIR sobre aquilo que o outro esta falando, para depois fazer PERGUNTAS, isso tudo passou batido, já que o plano consiste basicamente em atacar, se fingir de surdo, jogar fumaça para obscurecer e rinse & repeat.

Depois dessa, a impressão que eu tenho é que muitas pessoas não querem ouvir uma opinião diferente, não querem o desafio, o importante é sair por cima. É parecer ser inteligente, sem ser realmente inteligente, porque, convenhamos, uma pessoa inteligente não precisa de listinha de ataque/defesa, já que ela ao ouvir o que o outro esta falando, consegue entender o que esta sendo dito e se for bobagem, vai, obviamente, questionar.

A armação toda me pareceu tão contra intuitiva e focada no ego, que pensei no professor Bloom. O importante é preservar a noção de que se é melhor do que o outro, o sentimento de superioridade. O debate, o possível crescimento, o conhecimento, isso tudo não tem a menor importância. É decepcionante ver tanta gente que poderia estar aprendendo a pensar, mas esta interessada em seguir receita para manter o ego intacto e suas opiniões engessadas…

Mídias socias e Eu

Uso internet desde 1995, e de lá para cá, muita água já passou por debaixo desta ponte. AMO internet e tecnologia com todas fibras do meu ser, e lembro direitinho do meus primeiros anos “surfando” na net, via telefone e modem de 4800, conversando com pessoas via IRC. Era sensacional, novo, um “barato” poder trocar idéias com pessoas do outro lado do mundo em tempo real. Isso foi bem antes das indagações e classificações começarem, tipo A/S/L (idade, sexo e localidade) que ficaram populares em chats de sites como o UOL e Terra, muitos anos depois.

Lembro dos amigos que fiz no The Palace, um site de chat com um visual gráfico, com “salas” onde podíamos entrar e conversar com os outros ocupantes, todo mundo representado por um avatar bem tosco.

Palace Chat

E o tempo que levada para carregar uma imagem ou .gif animado no Netscape Navigator? E o logo do Netscape que era animado? A alegria de instalar o browser CyberDog da Apple em 1996, mas descobrir que não era tão bom quanto o Nestcape…

Netscape Navigator

E quando comecei a blogar, em 1999, usando o fresquinho Blogger, mas que naquela época não me dava as opções que queria, o que me levou a instalar o Greymatter de Noah Grey no meu Dreamhost, até mudar para o Movable Type no final de 2001, que usei até conhecer o WordPress em 2003 e que se tornou o meu CMS até os dias de hoje.

Netscape Navigator

Naquela época não existia monetização. As pessoas blogavam porque tinham vontade de se conectar com as outras pessoas e muitas vezes, dividir o que sabiam. Foi uma época maravilhosa, onde o senso de comunidade era super presente. Quando Google deu a opção de monetizar os blogs com o adsense, eu torci o nariz: da mesma maneira que não gostava de entrar num blog e vê-lo poluído com anúncios (muita gente não tinha noção e os guidelines eram abusados frequentemente), decidi não fazê-los nos meus blogs. E como era de se esperar, quando $$$ entrou na jogada, as coisas mudaram.

Durante muitos anos blogar foi o supra sumo da internet, até a monetização se expandir para o YouTube: daí as pessoas optaram pela simplicidade de gravar videos, muita vezes com seus celulares, e ganhar uns trocos, e blogar caiu em desuso.

Bom, de lá pra cá sabemos bem o que aconteceu: Facebook explodiu, smart phones também e a década do EU se estabeleceu com força total. Esses últimos 6 anos tem sido interessantes, mesmo que frustrantes. Blogs, a não se que tenham um nicho, estão praticamente mortos; canais no YouTube sem substância tem milhões de inscritos, enquanto canais bons não registram no radar; Instagram virou a central universal do umbiguismo; Facebook é o local para ler textão cheio de erro gramatical e perder toda fé na humanidade com as respostas rasas e imbecis; Twitter é onde tudo acontece em 2ª mão, com muitas cabeças pensantes que se expressam divinamente em 160 caracteres, mas onde tem também muito lixo; Reddit tem lixo também, mas é onde tudo acontece em 1º lugar e de onde grandes jornais e TVs pescam suas matérias. Reddit esta integrado a minha rotina e é em disparado minha social media favorita.

E os outros? Google+ é café com leite: gosto, pois me lembra um pouco Orkut, e é por lá que eu escolhi postar as imagens do Naftalina. Flickr é muito bom, uso sempre, tanto para postar fotos quanto para ver o que as pessoas que eu gosto estão postando. Eu acho o Flickr uma fonte de inspiração sensacional. Pinterest é okay, mas não me interessa muito. Snapchat e What’sUp, neh, tô fora, não tenho interesse nenhum. Periscope é legal, mas sub-aproveitado na minha opinião. Linkedin é boring para cacete, o Facebook dos carreiristas, é essa a impressão que tenho. Tumblr, assim como Flickr é excelente para se inspirar. Coleções sensacionais de imagens, é só seguir as pessoas certas, do contrário, pura rebeldia adolescente e dramalhão. Vine é cool, mas uso pouco. Enfim…

Depois de 21 anos na internet, a sensação que eu tenho é que em muitos aspectos estamos regredindo. As comunidades estão se segregando em seus nichos; a quantidade de lixo é tão grande que tanto no Youtube quanto no Twitter, tenho dificuldade em achar pessoas ou canais interessantes para seguir. Sites, nem se fala, quase impossível achar um site legal se não for indicado por algum conhecido.

E tem o lance da retenção. As mídias socias querem que o usuário passe o maior tempo possível no seu serviço, mesmo que para alcançar esse objetivo eles te tratem como bebezinho. Google filtra tudo e só mostra o que ele acha que você quer ver. Facebook faz a mesma palhaçada, por isso parei de usar Google como meu search engine (uso DuckDuckGo) e Facebook can suck my ass, porque só entro lá 3 vezes ao ano. FB é odioso e a apatia com que seus usuários continuam a usar a plataforma é assustadora.

E já que entrei nesta viela, os algoritmos do YouTube gostam de empurrar lixo que ele entendeu como BOM, toda vez que logo tenho que clicar que não estou interessada na sugestão de vídeo/canal bostinha, porque ele não entendeu das outras 32 vezes que eu cliquei “não estou interessada“. Isso acontece porque ele entende por “bom vídeo” aquele que além de ter milhões de views, é visto na integra. Não YT, não quero ver o video de Camila Pitanga desesperada. Sim, o vídeo tem mais de 6 milhões de views e de tão curto, provavelmente tem view retention de 100%, mas não é um vídeo BOM!

Na boa, tem muito conteúdo bom no YT: criadores excelentes, tutoriais fantásticos, web séries de humor, mas eu não vejo a hora de aparecer um concorrente e as pessoas começarem a usar outra plataforma. Porque o melhor do YT são os criadores que colocam conteúdo de qualidade. Sem eles, YT vai pro saco.

Enfim, eu sei que pra grande maioria, tudo isso é muito novo. Mais uns 10 anos e as coisas devem estar num patamar melhor. Mas para quem esta usando a net a mais de 20 anos, eu imaginei que neste ponto a gente estaria num local melhor do que estamos em todos os fronts, e principalmente mais unidos pelas nossas semelhanças do que separados pelas nossas diferenças.

Paciência e esperança é o que preciso.

Nem tudo que reluz é ouro…

Ontem vi este artigo onde a atriz Gemma Arterton alerta que muitos atores estão sendo escolhidos para seus papéis não pelo talento, mérito ou trabalhos anteriores, mas pelo número de seguidores que possuem nas mídias sociais. Bom, isso com certeza explica a ascensão de Cara Delevingne, que como atriz é uma excelente modelo.

Obviamente, não estou surpresa. É só olhar o poder e ascensão social de pessoas com milhões de seguidores no Instagram, por exemplo, as Kardashians, para ver como essa idéia brotou na cabeça dos suits do showbiz…

O que me surpreende é ninguém questionar estes números. Preste atenção, a pessoa pode ter milhões de seguidores, mas o número de likes é sempre por volta de 1% para contas pequenas e médias e 10% para contas maiores. Existem excessões, sim, mas é isso que são: excessões. O resto, é across the board, você pode entrar em várias contas, a percentagem é sempre semelhante. Isso acontece porque as mídias socias estão super inchadas com:

1) Contas Inativas, a pessoa fez a conta, aceitou a sugestão de quem seguir que o app faz quando você loga pela 1ª vez (geralmente, as pessoas mais famosas da sua rede) e nunca mais voltou a logar;

2) Contas falsas. É notório o mercado paralelo de compra de seguidores, onde pessoas pagam para parecerem populares. Uma pessoa é dona de milhares de contas falsas e oferece esse serviço. E centenas de pessoas oferecem esses mesmo serviço, então imagine QUANTAS contas falsas existem para suprir a demanda de “popularidade”. No Twitter é fácil perceber, são contas geralmente com ovos no perfil e seguidas de número, por exemplo, patricia76542800. No Instagram são contas que seguem milhares de pessoas, tem pouco ou nenhum conteúdo e poucos seguidores.

É claro que celebridades não tem necessidade de pagar para ter seguidores falsos, mas as pessoas que vendem seguidores, para burlar o algoritmo e evitar serem banidas, seguem famosos e aleatórios para disfarçar. E isso acontece EM TODAS mídias sociais: Twitter, Facebook, Instagram, Vine, etc. Todas. Você pode comprar seguidores, comprar likes, comprar retwittes, comprar shares, enfim, tudo que uma conta real pode fazer, uma conta falsa pode fazer também, se você pagar.

Conta de uma pessoa muito famosa com seguidores falsos
Conta de uma pessoa muito famosa com seguidores falsos

Existem ferramentas que ajudam você a descobrir se seus seguidores são falsos, mas aos poucos essas ferramentas estão sumindo, pois os próprios sites não querem desvendar o quanto de seus usuários são fakes. Pense em como o FB celebra quando alcança um número extraordinário de usuários. Para eles é interessante que os anunciantes saibam que, via FB, eles potencialmente atingirão esse número fantástico de pessoas com seus anúncios. FB não vai falar “olha, temos 1,721,000,000 de usuários, incluindo as contas falsas, contas inativas, contas duplicadas, contas de pessoas que morreram, etc” para os anunciantes, não é mesmo? O mesmo ocorre no Twitter, Insta, etc. Contas falsas é um bom negócio para as mídias socias, pois elas indicam crescimento do serviço. E claro, não faz mal nenhum as pessoas famosas, que cobram para fazer merchant de acordo com o número de seguidores que possuem.

Tem que ser muito sonso para acreditar que a pessoa que tem 80 milhões de seguidores realmente alcança essas 80 milhões de contas. O Insta de Kim Kardashian, por exemplo, só chega na marca dos 10% de likes do seu total de seguidores quando posta videos. Poucas fotos do seu feed chegam a essa marca de 10% recentemente. Claro que é um reach imenso sim, 8-10 milhões de likes, mas pode ser que alguém com 40 milhões de seguidores, metade da Kim, tenha um reach exatamente igual ao dela ou maior, e mais “poder” real de influenciar, dependendo de onde e quem seja essa pessoa.

No Youtube, por exemplo, DisneyCollectorBR com 8 milhões de inscritos ganha quase o mesmo que PewDiePie com 47 milhões. Logo, DisneyCollectorBR, um canal mais novo, com menos vídeos, com pouco gasto de produção e maintenance das mídias socias (só tem YT e ponto) é, no final das contas, o canal que realmente esta se dando muito bem.

Gráfico de comparação entre DisneyCollectorBR e PewDiePie
Gráfico de comparação entre DisneyCollectorBR e PewDiePie

Claro que nem todas pessoas que seguem dão likes ou reshares, mesmo assim, vamos dar uma margem maior, mesmo que 15% se manifeste dando like ou reshare e 15% fique em silêncio porque não de participar, quem são esses outros 70% que entram mudos e saem calados?

O número de seguidores/inscritos não é necessariamente algo que pode, a primeira vista, ser usado como régua de sucesso. Tem muito coisa que entra neste angu.

Lembrem-se disso: em nenhum lugar a frase “nem tudo que reluz é ouro” é mais verdadeira do que nas mídias socias.

Movies galore

Recentemente assisti vários filmes que já estavam na minha listinha de “assistir“, e em alguns casos, foi uma agradável surpresa, e em outros, nem tanto.

The Nice Guys, com Ryan Gosling e Russel Crowe eu simplesmente adorei! Dois investigadores em Los Angeles dos anos 70 tentam desvendar o aparente suicídio de uma porn star. Totalmente minha praia, a química entre os dois é excelente, o script é casadinho, tudo funciona direito. Adorei e super recomendo.

the nice guys

Queen of Earth na minha opinião ficou na categoria meh. Duas amigas que cresceram juntas, mas que estão num relacionamento mútuo passivo-agressivo. Não é péssimo, mas não me moveu. Se não fosse a excelente atuação da sempre ótima Elisabeth Moss, acho que teria não gostado do filme.

Julieta, de Pedro Almodóvar, sobre uma mulher que decide confrontar seu passado e seu distanciamento com a filha, é bom sim, mas eu já tinha lido o livro de Alice Munro que ele usou como base, até mesmo já escrevi sobre o livro aqui, então isso quebrou um pouco o encantamento, mas o filme é muito bonito e eu recomendo com certeza.

julieta

The Neon Demon, de Nicolas Winding Refn, sobre uma modelo aspirante que esta cercada de belas e invejosas mulheres dispostas a tudo para ter “aquilo” que ela tem. Putz, sou fanzoca de NWR, mas esse filme realmente me fez revirar os olhos. É LINDO, lindo, parece aquele bolo que foi cuidadosamnte decorado e produzido e que só de olhar a gente começa a salivar. Mas infelizmente, na primeira mordida vem a desilusão: tanta beleza, e nenhuma substância. Vai ver é esse mesmo o ponto que ele quis fazer com o filme, mas ainda assim ficou faltando alguma coisa. Elle Fanning é uma gracinha, mas em nenhum momento consegui comprar que ela tinha uma beleza excepcional capaz de despertar a inveja de outras modelos. Vai ver ele quis fazer um comentário com isso também, ás vezes a modelo não é a mais bela e perfeita, apenas a percepção ditada por alguém faz todo mundo acreditar que ela seja. Em nenhum outro lugar isso é mais verdade do que no mundo da moda. Talvez ele tenha feito várias coisas de maneira proposital, mas como escrevi acima, ainda ficou faltando alguma coisa. Pela beleza, recomendo. Mas vá com baixas espectativas quanto a todo o resto.

the neon demon

E finalmente, Jason Bourne. E aqui tenho que dizer, WTF!! De todos que listei aqui, este com certeza é o pior. O script é risível, com umas falhas que hoje em dia não deveriam passar: sei que estou sendo procurada, e ao invés de usar peruca, boné e andar pelas sombra, marco um encontro no meio de um movimento ativista! E por que não falar o que tenho para falar quando vou encontrar JB, ao invés de ir lá dizer para ele me encontrar em tal lugar a tal hora? Gente! E quem pluga um USB drive num computador conectado a internet? Sério? Vários furos, vários, mas não vou listar todos aqui porque não quero dar spoiler. E Alicia Vikander com a mesma expressão o filme todo. Gente, seu personagem pode ser uma sociopata, mas você não é mais o robot de Ex Machina. Enfim, não recomendo esse filme nem se não tiver nada mais para assistir. É muito ruim, quase um insulto a nossa inteligência.

Eu não entendo…

Veja bem, super importante chamar a atenção das pessoas para os Jogos Paraolímpicos que vão rolar em setembro, e dar visibilidade justamente para os atletas envolvidos. Então, por que fotoshopar uma deficiência em pessoas famosas que não são deficientes, quando temos pessoas deficientes que superaram muita coisa e estão ai mostrando ao mundo sua força e talento? Qual a necessidade de esconder os atletas? Eu entendo o motivo das pessoas estarem revoltadas com a campanha da Vogue Brasil e agência Africa.

O que eu não entendo são os responsáveis pela cagada, quando criticados, ao invés de parar, pensar, ver onde e porque se deu o erro e pedirem desculpas, ficam jogando a responsabilidade para outros, num empurra-empurra. De fora, a impressão que tenho é que são um bando de incompetentes que não sabem lidar com críticas. E o profissionalismo, onde está? Agora no Twitter esta rolando que a atriz Cléo Pires disse que as pessoas criticando a foto estão com inveja? Ah pára, vai. Espero que seja boato, pois uma resposta desta seria a cereja neste bolo de merda que eles criaram.

Para saber mais sobre o que estou falando, clique aqui.