Bloodline – 2ª Temporada

Uma das minhas séries favoritas do Netflix é Bloodline, e estou bem feliz que a 2ª temporada começe hoje. Para quem não assistiu a 1ª temporada, não vou falar muita coisa para não dar spoiler: ambientada na Florida Keys (grande conjunto de ilhas na ponta sul da Flórida), a trama gira em torno de uma família unida com 4 irmãos e cujos segredos e cicatrizes profundas são revelados quando o irmão mais velho, o “ovelha negra”, retorna a casa.

Bloodline

A série é sensacional, como já escrevi anteriormente, e tenho certeza de que a 2ª temporada não vai desapontar, ainda mais com a adição de novos atores, como por exemplo John Leguizamo, que vão “engrossar o molho” e a volta do sensacional Ben Mendelsohn.

Se você deseja ver Ben Mendelsohn dando um banho de interpretação no papel de Danny Rayburn, se gosta de suspense e uma vibe noir num local totalmente ensolarado, eu super recomendo Bloodline.

Para mais info, IMDB.

Twin Peaks volta em 2017

Um dos meus seriados favoritos de todos os tempos, Twin Peaks, vai retornar as telas em 2017 com 18 episódios inéditos. Tenho certeza que vai ser excelente, já que a produção original esta envolvida no projeto, além de contar com o mesmo cast e alguns extras interessantíssimos. E claro, o mestre David Lynch.

Perfeito! E não só perfeito mas, como diria Audrey Horne, so dreamy. 💘

Twin Peaks

Twin Peaks no IMDB

As verdades que ela não diz – Review

Hoje em dia se eu não gosto de alguma coisa, não perco meu tempo escrevendo sobre essa experiência, seja um filme, um livro, um restaurante… Quanto menos a coisa significa pra mim, menos ligo se foi bom ou ruim. Claro que ligar o whatever é um aprendizado e nem sempre 100% infalível, mas percebo que é a melhor maneira de me estressar menos.

Outra coisa que aprendi foi: se não esta bom, larga e parte pra outra coisa. Livro, filme, restaurante, taxi fedido, etc. Durante quase toda minha vida eu sentia obrigação de terminar o livro que tinha começado, por exemplo. Fazia um investimento emocional e ia até o fim, não importa se estava bom ou ruim. E pra que isso? Não faz sentindo nenhum se sacrificar assim. Finalmente caiu a ficha e comecei a abandonar livros que não me cativaram. No 1º capítulo, nos 50%, não importa, dei a chance, não rolou, ciao e próximo! Existem mais livros no mundo que eu quero ler do que tempo para lê-los, então a seleção tem que acontecer para que o tempo seja usado para a leitura que vai me trazer prazer ou conhecimento ou questionamento ou pura diversão.

Estava lendo As verdades que ela não diz, de Marcelo Rubens Paiva e infelizmente tive que usar a regra acima e parei de ler, ao mesmo tempo que vou contrariar a primeira regra descrita.

As verdades que ela não diz é um livro de contos sobre o universo feminino, mas que deixa muito a desejar. De início achei que o problema fosse se tratar de contos: curtos, sem tempo de profundidade, eles podem trabalhar contra o escritor. Mas daí lembrei de Fugitiva, de Alice Munro, que li ano retrasado e como este livro de contos sobre mulheres é maravilhoso. Sem dificuldade nenhuma consigo lembrar daquelas mulheres e suas vidas. Infelizmente não posso dizer o mesmo sobre as mulheres do Marcelo. Poderiam mesmo ser o mesmo fantasma de uma mulher em várias situações da vida, tão pouco sei do que são feitas.

As verdades que ela não diz

Sim, definitivamente o problema não é o formato, é o conteúdo. Nenhum daqueles personagens descritos por Marcelo tem dimensão. Li sobre seu cotidiano, mas não sobre o que estavam vivendo interiormente. E, oras bolas, esse não é um dos motivos de lermos, para podermos experimentar a vida pela visão de outro ser?

Quando os personagens são rasos, um livro não tem muita diferença de uma pessoa que eu sigo no Twitter ou Instagram: eu sei o que essas pessoas fazem e dizem, mas não sei sobre o que as motiva realmente.

Foi decepcionante, pois eu queria mergulhar neste universo feminino cheio de surpresas e reviravoltas que foi prometido na contra-capa do livro, mas aos 40% percebi que não tinha nada a ser ganho e parei de ler. É uma pena, pois eu respeito este escritor, mas não consigo investir meu tempo se não vejo retorno.

Talvez tenho sido um erro ler um livro assim logo depois da enxurrada emocional de Karl Ove Knausgård, mas enfim. Tentei. E se quiser ler um excelente livro de contos sobre mulheres, leia a Fugitiva de Alice Munro.

As verdades que ela não diz (Amazon)

Fugitiva (Amazon)

The Girlfriend Experience

Acabei de assistir The Girlfriend Experience, do canal Starz. Se o nome soa similar ao filme de Steven Soderbergh, isso não é mero acaso: a série foi sim inspirada no filme de mesmo nome, que gira em torno de uma garota de programa de Nova York.

Bom, o que o plot prometeu -aquela excitação que todos programas que tocam na dobradinha sexo e prostituição sempre prometem- ele com certeza cumpriu. Gostei da vibe, a direção é muito boa, visualmente a série tem momentos bem sexies. A trama teve cenas que eu adorei e me deixaram na beirada do sofá: o passeio no veleiro foi um deles, assim como o estresse no escritório já mais para o final da temporada, são alguns dos excelentes momentos da série.

The Girlfriend Experience

Mas infelizmente quando as coisas interessantes não estão acontecendo, é praticamente impossível saber o que esta se passando interiormente com a personagem principal. A apatia da personagem Christine Reade me fez pensar que ela talvez sofra da síndrome de asperger.

Detesto a representação de garotas de programa deste modo: estão mortas por dentro, então ficam apáticas nas telas. E nem acho que a personagem na séria esteja de fato “morta por dentro”, pois em diversos momentos parece exatamente o oposto, que ela é curiosa e esta descobrindo coisas novas tanto sobre o submundo quanto sobre si mesma. Mas é uma pena não vermos isso mais claramente. Talvez esse seja o desejo do escritor ou diretor da série, mas foi o que mais desagradou. Vi tanto potencial e ficou faltando o algo mais.

Talvez eu tenha inconscientemente comparando com a série Secret Diary of a Call Girl, uma série top e com uma das melhores representações de garotas de programa em TV na minha opinião, que foi representada com maestria pela ótima Billie Piper e baseada na blogueira britânica Belle de Jour, que eu seguia antes do sucesso e polêmica, quando ela ainda escrevia sob seu psedônimo no Blogspot, anos atrás.

Enfim, de volta a The Girlfriend Experience, a atriz Riley Keough (neta de Elvis Presley) esta excelente no papel da fria e distante Christine Reade. Todo o cast funciona bem. Vamos ver se a série vai retornar para uma 2ª temporada e como a trama vai se desenrolar caso isso aconteça. Eu não sei se faço questão de assistir, mas vamos ver.

Uma Nova Amiga

Adorei Uma Nova Amiga (Une nouvelle amie, 2014). O plot parece simples: uma jovem mulher faz uma descoberta surpreendente sobre o marido da sua amiga e todos os desdobramentos que seguem esta descoberta.

Uma Nova Amiga

Que deliciosa surpresa! Eu não sabia absolutamente nada sobre filme e fui alegremente surpreendida. Na minha opinião François Ozon acertou mais uma vez. O filme é delicado e comovente, mas sem ser piegas. E faz a gente pensar. Acho que é melhor deixar a surpresa para aqueles que não viram o filme. Para aqueles que viram o filme e querem saber minha opinião, clique no spoiler.

SPOILER!!

Romain Duris me convenceu totalmente em seu papel e Anaïs Demoustier é uma doçura de atriz. Ambos atores tem uma química fantástica e as atuação estão no ponto. A mistura de comédia com drama esta na medida certa.

Super recomendo o filme, principalmente para aqueles que, como eu, querem fugir da leva de filmes de super-heróis que assola as telas grandes.

Tim Burton no MIS

Tive a oportunidade de ir na exposição do Tim Burton 2 vezes: primeira no LACMA em 2011 e agora no MIS em São Paulo. Tim Burton, um poço de criatividade, merece muitas visitas para que a gente possa admirar todo seu talento, mas infelizmente fiquei decepcionada com a mostra em São Paulo.

Foi minha primeira visita ao MIS e confesso, me decepcionei. Esperava mais do museu em si, e infelizmente a mostra não é tão abrangente como a que vi em Los Angeles. Sei que estou acostumada a qualidade de 1º mundo (isso soa a coisa de gente metida, mas a verdade é que TODOS deveríamos exigir qualidade de 1º mundo das coisas que pagamos) e deveria ajustar minha calibragem quando passo pelo Brasil, mas não consigo. Impossível não comparar.

Achei que faltou uma certa “energia” para apreciar Tim Burton e toda sua magia, e essa é minha principal crítica. Eu sei que as exposições se dividem e não são completas em todos os países que visitam, mas a energia, o clima “Burtonesque” poderia, com sons e iluminação adequados, ser recriado para dar uma imersão maior e aquela sensação de envolvimento com o que estávamos vendo.

Tim Burton

Enfim, pelo menos dei sorte e o museu estava vazio e pudemos ver tudo com calma e sem empurra-empurra. Adorei o escorregador, bateu descer as escadas com certeza. 😉

69th Festival de Cannes

Começa hoje o 69th Festival de Cannes. Cannes sempre foi meu festival favorito e olha, faz tempo que não vejo tantos filmes em competição que estou doida para ver: Julieta, de Pedro Almodóvar; The Neon Demon, de Nicolas Winding Refn; It’s Only the End of the World, de Xavier Dolan; Aquarius, do brasileiro Kleber Mendonça Filho e Elle, de Paul Verhoeven.

E tem os que não estão competindo, mas quero ver também: Café Society, de Woody Allen, que falei ontem e será o filme de abertura de hoje a noite; The Nice Guys, de Shane Black e Money Monster, da queridinha Jodie Foster. Ufa!

69th Festival de Cannes

Para fechar com perfeição, o festival vai homenagear o ator francês Jean-Pierre Léaud com a Palma de Ouro honorária. Para quem não se lembra, ele é aquele menino que foi descoberto por François Truffaut, que fez o papel do jovem herói de seu primeiro filme, Les 400 Coups. Lembro muito bem deste ator, pois tive um crush nele quando era adolescente. E olha bem esta foto do filme, quem não teria um crush, heim? BTW, o filme Les 400 Coups é excelente.

Jean-Pierre Léaud

 

Café Society Trailer Oficial

Parece interessante e Woody Allen sempre cai bem, mas Jesse e Kristen juntos de novo? Ainda lembro deles fazendo par romântico em American Ultra. Espero não ficar fazendo conecção entre eles enquanto assisto o filme, pois infelizmente foi o que eu fiz durante o trailer. 😒