Dando um tempo do Twitter

Eu adoro o Twitter. Sigo pessoas legais e interessantes dos mais diversos meios e quase sempre me deparo com coisas bacanas.  Mensalmente faço uma limpeza na conta, sigo gente nova, páro com aqueles que parecem disco riscado e assim vai. É divertido e pode ser informativo, mas infelizmente percebi que 1) estou perdendo muito tempo no aplicativo e 2) muitas vezes estraga meu humor. Muita coisa ruim ganhando destaque e coisas boas passando desapercebidas. Fora que, como falei, tem aquelas pessoas queridas que parecem um disco riscado. Sempre o mesmo tópico e nunca com uma solução para o problema.

Para poder manter a nossa sanidade mental é preciso dar uma relaxada de vez em quando. Olhar coisas diferentes, ouvir coisas diferentes, dar umas boas risadas e tentar manter a esperança de que podemos sim mudar o mundo. Ficar só na reclamação, dia sim, dia também não vai resolver nada.

Dando um tempo do Twitter

Tem uma coisa que o Gandhi, a madre Teresa ou Thich Nhat Hanh, (não me lembro bem quem, sorry) falou uma vez que eu achei muito bom e desde então eu transformei em frase da vida. Ela é mais ou menos assim: “não me chame para fazer um protesto contra a guerra, me chame para fazer um protesto a favor da paz.” Parece a mesma coisa, mas a diferença é que quando vamos para o lado positivo, em busca de mudança, conseguimos atingir aqueles que pensam como a gente, mas que acham que estão só, e assim eles podem se juntar a nós. Prá que ficar gritando com aqueles que não querem ouvir, que não querem entender? Baita energia jogada fora, ainda mais nestes dias nebulosos em que certas pessoas fazem questão de não entender…

Enfim, o que eu queria dizer é que infelizmente no momento estou sentindo que o Twitter esta muito semelhante a câmara de eco que é o facebook e que posso empregar minha energia em locais melhores e de maneira mais positiva. Então vou tirar um summer break do Twitter. C u soon.

Cheers!

The Tunnel Sabotage (TV 2013- )

Recentemente assisti a 2ª temporada da série The Tunnel Sabotage. A trama se desenrola nas áreas de Folkestone (UK) e Calais (França), as duas cidades que estão ligadas pelo Eurotunel, onde os detetives Karl Roebuck (Stephen Dillane, que você deve reconhecer, já que ele é Stannis Baratheon em GoT) and Elise Wassermann (Clémence Poésy) são chamados para investigar a morte de um político francês. Quando uma descoberta chocante é feita na cena do crime, a dupla é unida em busca de um serial killer que parece motivado por questões políticas.

The Tunnel Sabotage

The Tunnel Sabotage foi inspirado na série sueca/dinamarquesa The Bridge (Bron/Broen no original), que gerou até mesmo uma versão americana. Eu assisti alguns episódios desta versão, com os atores Demián Bichir (que eu gosto muito) e Diane Kruger, mas infelizmente não me cativou e parei no meio da 1ª temporada.

Pois isso não aconteceu aqui, não me desapontei e assisti até o fim. The Tunnel Sabotage é aquele tipo de série que constrói o quebra cabeça aos poucos, um slow burner. Eu gosto deste tipo de programa, dá para criar envolvimento com os personagens, entender melhor as motivações, as nuances, etc. Não é a toa que eu sou fã da série The Wire, outro famoso slow burner onde as coisas caminhavam devagar. Se você não assistiu The Wire e gosta de séries envolventes, super recomendo.

Enfim, toda vez que eu acho uma série que parece focada no personagem, já estou 50% convencida a continuar assistindo. Vale a pena frisar que The Tunnel Sabotage não é The Wire, mas nem por isso deixa de ser bom. A trama é interessante e envolvente, os atores estão excelentes (pelo menos os principais) e estão em harmonia.

Dizem que a série original é com certeza a melhor das 3, e realmente deve ser, já que inspirou outras duas, mas sinceramente não tenho vontade de investir tempo e começar a assistir uma versão onde eu basicamente sei o que vai acontecer. Séries deste tipo tem como a parte mais “polpuda” o mistério e a tensão, e quando sabemos quais as surpresas e onde os ossos estão enterrados, só sobram as atuações, como foi tudo costurado, etc, mas mesmo assim, acho que vou passar. The Tunnel Sabotage é uma boa série e recomendo.

Semana de horror

Estou dando um tempo das mídias sociais, principalmente Twitter. Com tanto horror que aconteceu esta semana, seja no Brasil, no US, e enfim, no mundo, a impressão que tenho é que cada vez que uma tragédia ocorre as ratazanas saem dos escombros para vomitar seu ódio.

Que horror o que aconteceu em Orlando! E claro, com os corpos ainda quentes e detalhes do ataque nebulosos, vem o babaca mor, trump, dar pitacos, com sua xenofobia e narcisismo que eu simplesmente não tolero mais. E Venezuela, um caos total: imagine não ter comida para comprar? E o assassinato sem sentido da parlamentar britânica Jo Cox, e claro, a crise no Brasil: corrupção, Rio de Janeiro quebrado, corrupção.

Ler notícia hoje em dia é pedir para passar raiva, nojo, apreensão e tristeza e ter a confirmação de que o ser humano é capaz das piores torpezas. Sempre faço o equilíbrio: penso nas pessoas que estão fazendo coisas boas, que estão ajudando as pessoas desfavorecidas, que estão lutando por um mundo melhor, que estão tentando trazer um pouco de luz a esse porão escuro.

Tenho certeza de que são milhares de pessoas distribuindo ajuda e apoio ao redor do mundo, mas assim como Jo Cox, uma mulher que lutava por coisas corretas e pelo little guy, são pessoas que nunca ouvimos falar porque só o que importa para a mídia são os vômitos raivosos de tipos como trump. Gente decente fazendo a coisa certa não dá ibope.

Sobre Brasil, me surpreende como a população ainda não se rebelou de maneira violenta contra todas as coisas erradas que permeiam a nação. Sou contra toda e qualquer violência e acredito que a melhor maneira de mudar a sociedade é mudando a nós mesmos. “Seja a mudança que você quer ver no mundo” disse Gandhi.

Porém mesmo acreditando na paz, chega uma hora em que é difícil controlar a bílis e a vontade é sair no braço. Taí a necessidade do auto-controle e do step back. Eu pessoalmente não quero sair no pau com os políticos canalhas, mesmo passando muita raiva ao ver a cara deslavada de muitos que “mentem que nem sentem”. Gostaria que a justiça fosse feita e que eles tivessem a pena merecida por fraudar mais de 200 milhões de brasileiros. Mas infelizmente justiça no Brasil é uma quimera. E a decepção acumula, se junta a raiva. E esse sentimento internalizado acaba me fazendo um mal danado: insônia, irritabilidade, sentimento de impotência, falta de apetite, tristeza. Engolir sapo não é fácil.

Enfim. Que semana de horror! Que mês de horror! Arrisco até a dizer, que ano de horror.

Barely Famous (TV 2015- )

O show Barely Famous (Quase Famosas) vai voltar com a 2ª temporada dia 29 de Junho no canal VH1. Yay! 💞 Estou contente porque é um programinha engraçado que eu gosto de assistir quando estou num humor mais descontraído.

Barely Famous

O programa é sobre as irmãs Foster, Sara e Erin, filhas do reputado compositor David Foster, que é padrasto de Brody e Brady Jenner (aqueles filhos de Cait Jenner, que são também half-brothers de Kylie e Kendall Jenner) de um casamento, e de Gigi e Bella Hadid de outro. Ou seja, esta todo mundo super bem conectado.

Barely Famous é uma paródia sobre os shows de realities, onde as irmãs fazem graça da vida das sub-celebridades, no caso elas mesmas, assim como da loucura que é viver em Los Angeles: o ego, a fama, os outros famosos, a moda, as cirurgias plásticas e aquelas pessoas que são “celebridades”, mas não sabemos muito bem o motivo (famous for being famous).

Algumas pessoas não entenderam que o show é paródia e ouvi gente criticando “saco, mais uma reality show”, o que não é o caso. Inspirado em programas como The Larry Sanders Show, Barely Famous tem a cara de Hollywood e rendeu algumas boas risadas de momentos absurdos, mas nem por isso menos realistas, alguns inclusive muito similares a situações que já presenciei.

Recomendo para quem curte comédia leve e descomprometida. Você não vai aprender nada, nem vai fazer sucesso na roda de amigos quando dizer que esta assistindo Barely Famous, mas vai dar algumas risadas das coisas bisonhas que só a pseudo fama consegue fazer com as pessoas.

Asti House – The Sims 4

Apesar da vontade ser grande, estou sem tempo de construir novas casinhas no Sims 4, mas enquanto isso vou postando imagens das que construi ano passado. Esta foi inspirada nas casas de estilo Dingbats, tão populares nos anos 50 e 60 que eu absolutamente adoro. Ainda hoje é possível ver muitas construções desta época espalhadas por Los Angeles.

Com estilo de caixas de sapato e apelidadas de “caixas de estuque”, geralmente tem 2 ou 3 andares, sendo que o térreo é geralmente a garagem de frente para a rua. Não são lindos trabalhos de arquitetura e podem representar um grande perigo por causa da sua construção soft, o uso do vão onde deveriam existir paredes firmes, ainda mais em áreas onde terremotos são constantes.

Asti House não tem garagem (sims não precisam de carro no Sims 4), então fiz um escritório e um espaço zen no térreo e coloquei toda a moradia no piso superior, com escada interior e entrada exterior. Muitas janelas para a entrada de luz natural e pouca separação dos ambientes. Nos fundos coloquei uma fonte onde gostaria de ter colocado peixes koi, mas acho que não existe essa possibilidade no jogo.

Foi uma das primeiras casas que construi no jogo, se não me engano, e fiquei satisfeita com o resultado.

Asti House – The Sims 4

UnREAL (TV 2015- )

A série UnREAL voltou com tudo e hoje tem o 2º episódio, que olha, promete! UnREAL é um show sobre o “por trás das câmeras” de um programa de realidade, tipo Bachelor. A primeira temporada foi ótima no conjunto da obra, com personagens femininos fortes e totalmente fora da caixa.

UnREAL

A trama de UnREAL gira em torno de Rachel Goldberg, uma jovem produtora cujo único trabalho é manipular os relacionamentos entre as competidoras do reality para conseguir o máximo de drama na frente das câmeras, ou seja, tudo aquilo que um programa deste tipo requer. E temos a produtora executiva do programa, Quinn King, uma mulher que não tem papas na língua e que não vai permitir que nada a impeça de fazer um show de sucesso. Claro que o que presenciamos é o como se faz uma salsicha, quero dizer, um show de realidade, onde as palavras de ordem são choque e drama = ratings.

Na 2ª temporada Rachel volta com mais poder e mais pressão, ao lado de Quinn, que mais uma vez, esta disposta a tudo e declara guerra (War, o título do primeiro episódio) para fazer o show que deseja fazer. Um bom twist foi colocar o bachelor da temporada como um jovem atleta de sucesso negro. Imagine isso.

O que mais falar da série? É boa, as duas atrizes principais, Shiri Appleby como Rachel e Constance Zimmer como Quinn, além de terem uma excelente química, dão um baile de interpretação. É muito interessante ver personagens femininas que não são mocinhas, mas também não são más só por serem más. Segundo uma das criadoras do show, Sarah Gertrude Shapiro, uma das idéias da série UnREAL é “explorar a fantasia de como é quando as mulheres tentam viver como homens”.

O que mais dizer sobre UnREAL? Money. Dick. Power.